Terça-feira, Julho 15, 2008

"Why so serious?"


Fico quase sem palavras. Ontem a noite, eu e mais ou menos outras 700 pessoas assistiram a pré-estréia de Batman: Cavaleiro das Trevas. Uma produção genial em todos os aspectos, desde as campanhas de divulgação do filme, como a impressa e o ARG, até o lançamento. Além dessa divulgação tenho certeza que algumas pessoas irão ao cinema para ver o último trabalho de Heath Ledger e serão agraciados com uma grande atuação.

Bom, sobre o filme. É um filme tenso e denso. Longo, mas se tivesse um minuto a menos estaria perdendo. Grandioso, com trilha sonora, interpretações, roteiro e direção de arrepiar. E o filme é do Coringa, por mais que Christian Bale tenha se firmado como o melhor Batman até o momento, e as atuações de Michael Caine (Alfred), Aaron Eckhart (Harvey Dent) e Gary Oldman (Gordon) estejam geniais, quem conduz e dá o ritmo é Heath Ledger, que reinventa o personagem, ultrapassando mais uma linha, como as que foram quebradas em "A Piada Mortal" e "Asilo Arkhan". Sem nenhum "spoiler" posso dizer que fiquei preso na poltrona da primeira a última cena do filme e ele ultrapassou todas as minhas expectativas (as quais eram muito altas). Vou assistir de novo.

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Terça-feira, Julho 08, 2008

O Cavaleiro de Gotham

Ontem assisti a animação Batman: Gotham Knight. Seguindo a mesma linha de Animatrix (inclusive com alguns artistas que trabalharam nesse projeto), são seis curtas sobre o morcego. Seis curtas muito legais.

É bastante interessante ver como o mito pode ser explorado de diversas formas diferentes e ainda assim manter uma linha coerente entre todas elas.

Essa produção não poderia ser ruim, tendo a participação de ótimos roteiristas que já trabalharam com o personagem, além de Bruce W. Timm (de Liga da Justiça, Batman Beyond e outras boas produções) e grandes estúdios de animação.

A estética é ótima, o clima é ótimo e os roteiros invejáveis. Terminei de assistir querendo que tivessem outros seis episódios. Batman: Gotham Knight é uma boa entrada para o filme que pré-estréia na próxima semana.

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Sexta-feira, Maio 23, 2008

Pra quem gosta de cinema

Clara é uma espanhola assumidamente cinéfila. A descobri sem querer, navegando em links relacionados do YouTube e percebi que a menina de 26 anos tem um "canal" bem direcionado para a sétima arte, com vários tributos a temas interessantes. Vale a dica acessar esse canal e assistir edições como essa:

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Quinta-feira, Maio 08, 2008

Anote na sua agenda



A produção de filmes baseados em quadrinhos está a todo vapor. Veja a previsão de lançamento de projetos que estão em produção:

01. O Incrível Hulk (Marvel) - junho de 2008;
02. Batman: The Dark Knight (DC) - julho de 2008;
03. Punisher: War Zone (Marvel) - setembro de 2008;
04. The Spirit (DC) - dezembro de 2008 (lá fora) e janeiro de 2009 (por aqui);
05. Watchmen (DC) - março de 2009;
06. X-Men Origins: Wolverine (Marvel) - maio de 2009;
07. Homem de Ferro 2 (Marvel) - abril de 2010;
08. Thor (Marvel) - junho de 2010;
09. The First Avenger: Captain America (Marvel) - maio de 2011;
10. The Avengers (Marvel) - julho de 2011;
11. Superman: The Man of Steel - começa a ser filmado em 2009;

Além destes acima, existem vários projetos em andamento sem uma previsão oficial anunciada, como por exemplo: X-men Origins: Magneto; Homem-Aranha 4; Surfista Prateado; Nick Fury; Akira; Mulher-Maravilha; Liga da Justiça;

Parece que a Marvel realmente gostou de fazer cinema e está mais empolgada. A Warner/DC poderia pensar em uma produção do Lanterna e do Arqueiro, não? Material tem.

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Quarta-feira, Maio 07, 2008

Homem de Ferro

Nunca fui grande fã da Marvel Comics, preferia a DC com o Batman, Liga da Justiça, Lanterna e Flash. Então, por ser um leitor nem um pouco fiel, gostaria que levassem em consideração qualquer besteira que posso dizer em relação ao personagem original e sua história.

Gostei muito do filme. É divertido. Tem uma história bem legal, ótimas cenas, sons, trilha sonora que é puro rock com AC/DC, Black Sabbat e outros e boas atuações. Jeff Bridges está muito bom como "Stage" e Robert Downey Jr. encaixou-se perfeitamente no papel de Tony Stark, chega a dar um banho na falsa pose de playboy de Bruce Wayne. Até a sem sal da Gwyneth Paltrow está interessente.

As cenas de pancadaria que poderiam muito bem apelar pro óbvio conseguem fugir de forma divertida e sem ser pretensamente originais. E como tenho comentado bastante, mais um feliz exemplo de ação sem "bullet time".

Saldo final, a Marvel dá várias deixas de novos filmes não só desse personagem, mas de todo o seu universo. E de acordo com o Imdb.com, Tony Stark fará uma ponta no próximo Incrível Hulk, aquele que foi filmado aqui no Rio, tendo Edward Norton no papel principal. Vamos ver o que irá sair disso, será ótimo se esse nível for mantido, pois o filme conseguiu que eu me interessasse por um personagem do qual, como disse acima, nunca havia gostado.

Ah! Se ainda não viu, veja até o último segundo dos créditos. Pra mim foi uma ótima surpresa.

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Segunda-feira, Abril 28, 2008

Akira

Poucos quadrinhos marcaram tanto em minha memória do que Akira. Me recordo claramente quando um amigo me emprestou a primeira edição encadernada, feita pela editora Globo, e eu a li em poucas horas, já pedindo a próxima. Assim foi até ter lido todas que foram publicadas no Brasil, se não me engano mal chegava a metade da saga.

Agora em julho o filme irá completar 20 anos. E acho que já passou da hora de uma editora mais séria e comprometida reeditar em versão nacional e dessa vez levar a saga até o fim. Não fazer como a Globo, que abandonou no meio e pelos boatos que ouvi, segurou os direitos autorais não permitindo ninguém continuar o trabalho.

Lembrei disso ao ver o que a Conrad está fazendo com o Sandman, que já publicou a nona e penúltima encadernação e com certeza irá concluir a saga do Lorde Morpheus, o cumprimento de tal "agenda" demonstra mais do que interesse no lucro, até pelo fato dessa edição não ser barata, demonstra o compromisso que a editora possui com os seus leitores. Fico aqui na torcida, que durante a comemoração dos vinte anos, seja feito o mesmo trabalho na obra de Katsuhiro Otomo.

Se você não conhece esse trabalho, vale assistir ao filme que embora não seja tão bom quanto os quadrinhos, ainda é primoroso. Para dar um gostinho...

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Sexta-feira, Abril 25, 2008

O Espírito

Quando o principal personagem do grande criador Will Eisner passa a ser revisado por outro mestre dos quadrinhos podemos esperar boa coisa, não? Acho que não nesse caso.

Frank Miller está revisando, para o cinema, The Spirit do Eisner. O teaser saiu a poucos dias e já apresenta um clima muito Miller, muito Sin City para The Spirit.

Esse é o grande problema, os trabalhos do Eisner conquistam e valem nos detalhes, as histórias são sutis e exigem do público uma grande sensibilidade. Já Miller segue outra linha, trabalha com exageros, violência ao extremo e personagens caricatos, muito caricatos, tudo está em volta de seus grandes contrastes de cor sobre o preto-e-branco. O que é bom em seus trabalhos talvez não funcione com as obras do falecido mestre.

Mesmo tendo nomes fortes no elenco, Samuel L. Jackson, Eva Mendes, Scarlett Johansson, não sei se esse trabalho irá agradar aos fãs, pois falta o "espírito" do autor original.

Para compensar, o cartaz está ótimo. Remete aos trabalhos tipográficos que Eisner fazia em suas capas. Maravilhoso. Poderia abrir mão desse alto-contraste, mas tudo bem, é Miller, não é?

Pra quem estiver curioso, o teaser:

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Sexta-feira, Abril 11, 2008

Senhores do Crime



O diretor de Crash acertou mais uma vez. Nessa trama ele narra a história de uma médica que acaba se envolvendo com a máfia russa.

Com personagens muito bons, atores "secundários" com grandes atuações, como por exemplo Armin Mueller-Stahl que interpreta um velho russo muito carismático e ao mesmo tempo assustador ou com Viggo Mortensen carregado com um sotaque russo e cenas de lutas extremamente realistas e sangrentas, o filme ganha um ritmo e a trama se desenrola mantendo um clima de suspense e drama digno de um "Poderoso Chefão".

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Quarta-feira, Abril 09, 2008

As listas que nunca fecham

Estava em uma festa quando foi levantada a pergunta sobre os top 5 filmes de cada um. De bate pronto disse uma lista:

1. Silêncio dos Inocentes;
2. Beleza Americana;
3. Um Sonho de Liberdade;
4. Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança;
5. Pulp Fiction ou Cães de Aluguel;

Na minha opinião é uma lista boa, mas depois, a caminho de casa percebi que essa lista está completamente diferente de outra que já fiz do mesmo tema, que tinha Ben-Hur; Pink Floyd The Wall; O Poderoso Chefão... Então percebi que existem listas que nunca irão fechar, minha top 5 listas que nunca fecharão:

1. Melhores filmes;
2. Melhores músicas;
3. Melhores quadrinhos;
4. Melhores bandas;
5. Melhores posições sexuais;

Essa eu acho que fica fechada.

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Sexta-feira, Abril 04, 2008

Ignorância por uma boa causa?

Demorei 4 anos para assistir ao documentário Super Size Me. Se você ainda não sabe sobre o que ele é, vai uma breve uma explicação. O diretor Morgan Spurlock decide passar 30 dias se alimentando somente de McDonald's, com três refeições diárias. Tudo isso para provar que a alimentação de fast (junk) food ajudou a transformar os Estados Unidos da América em um país obeso.

A causa é nobre. Provar o quanto faz mal comer fast food. O quanto nosso corpo não está preparado para isso. Mas não deixa de ser uma ignorância o simples fato de ir a tal extremo para chegar a uma conclusão óbvia. Minha crítica é que o documentário poderia ser conduzido e realizado de outra forma, bem diferente desse radicalismo banal todo.

Porém, ele apresenta alguns pontos interessantes, como o graú de responsabilidade que tais cadeias de junk food possuem na má alimentação. Como é comprovado por ele, todos os elementos que fazem parte do cardápio poderiam ser mais saudáveis, mas o McDonalds opta pelo caminho mais industrial, depreciando a saúde. Como exemplos, ele aponta que mesmo a salada do fast food possui açucar e que o yogurte da rede em alguns casos é mais calórico que o milk-shake.

Enquanto os americanos processam essa cadeia de restaurantes, concordo com a francesa que ao ser entrevista por Morgan afirmou que "os americanos gostam de processar tudo e todos". Ou seja, na minha opinião o McDonald's não é o único responsável pela epidemia de obesidade que o país vive, essa responsabilidade deve ser dividida com a educação, com os pais das crianças e com os indivíduos. Esses pontos são passados rapidamente no documentário.

Após assistir ao documentário, posso garantir que vou passar um bom tempo antes de entrar em um McDonald's novamente e ao ir vou pensar mais vezes se é isso mesmo que eu quero.

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Últimas Ceias

Pedro, um camarada das antigas, deu a dica de um blog que está listando várias últimas ceias. Achei o tema ideal para a Semana Santa, pena que ela já passou e não foi em tempo. Mas, como sempre nesse blog, antes tarde do que nunca. Duas das quais eu mais gosto:

A Última Ceia dos Sopranos. Adoro essa série e os personagens estão muito bons nessa foto, principalmente a velha Lívia como Judas.

Clássico chama clássico e nunca poderia faltar a versão de Guerra nas Estrelas.

Existem muitas outras, para todos os gostos, que estão sendo exibidas nesse blog.

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Quinta-feira, Março 27, 2008

Juno



Pegue um saco e escreva com uma canetinha "para se sentir bem". Então coloque dentro um dvd de Amelie Poulain e o de Juno. Sim, Juno é um filme muito gostoso de se ver, com uma trilha sonora que corresponde ao roteiro e atuações. Ótimo.

Não imaginei que Ellen Page fosse realmente uma atriz tão bem colocada nesse filme, pensei que fosse aquela coisa da academia de sempre valorizar um ator jovem e por aí vai. Mas não, ela está ótima. Assim como Michael Cera, o namoradinho meia tijela.

Se ainda não viu, faça como a gente: antes tarde do que nunca.

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Terça-feira, Março 25, 2008

Shine a Light



Da série a série: não sei se consigo esperar pra ver...

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Segunda-feira, Março 24, 2008

Ele é todo mundo, ele é ninguém


Quando eu penso em um filme que irá contar a vida de um grande artista, penso em coisas como o que foi feito de forma genial para Ray Charles, Johnny Cash, The Doors e outros. Pensava.

A história de vida, real, imaginária, exagerada e tudo mais de Bob Dylan é apenas o pano de fundo de I'm Not There. O diretor Todd Haynes tenta construir a complexa personalidade do músico através de seis facetas extremamente diferentes interpretadas por atores tão singulares como. Marcus Carls Franklin, Ben Whishaw, Christian Bale, Heath Ledger, Cate Blanchett e Richard Gere são os diferentes Dylan que vivem em um homem.

Tudo isso ao som dos clássicos e não clássicos de Dylan e uma construção de cenas vinculadas ao som que me trouxe saudades de Pink Floyd The Wall de Alan Parker. Genial.

No fim, esse filme quebrou um paradigma meu, não desejo mais conhecer somente a história dos artistas como antes, passei a me interessar muito mais por suas personalidades.

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Quinta-feira, Novembro 01, 2007

The Shock Doctrine

Vi esse documentário em outro blog. Na minha humilde opinião, muito bom.

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Terça-feira, Outubro 16, 2007

Ezekiel 25:17

Lançado em 1994, indo contra os ventos de Hollywood que estava exibindo produções como Forrest Gump, Um Sonho de Liberdade, Quiz Show, O Cliente e Nell , Pulp Fiction, Tempo de Violência, foi lançado dando um choque no público, com cenas violentas e uma edição nem um pouco linear. A platéia ficou dividida, só existia quem amou e quem odiou, ninguém ficou indiferente ao trabalho.

Os grandes pontos fortes de Pulp Fiction estão nos personagens, na trilha sonora e em grandes diálogos, que só poderiam sair da mente de Tarantino com um tom de extremo cotidiano. Tornaram-se clássicos entre os amantes de cinema aqueles sobre as pequenas diferenças da Europa e massagem nos pés. Dentre os personagens, os preferidos (acredito que da maioria) são Vicent Vega e Jules Winnfield, interpretados respectivamente por um John Travolta retirado do esquecimento e Sammuel L. Jackson.

Fiz essa estampa para o Camiseteria.com, escolhi uma das cenas que mais gerou boatos e burburinhos na época, já que não existe a passagem Ezequiel 25:17 na Bíblia (vai até o versículo 16), e até hoje é usada como referência em músicas e outras produções. Jules prega essas palavras antes de matar suas vítimas e no final de sua carreira encontra um novo significado para ela, abraçando então sua redenção.

Pulp Fiction levou o Oscar por melhor roteiro original, mas teve diversas outras indicações. Hoje, considero esse filme um clássico que inspirou por exemplo o diretor Guy Ritchie em Snatch e em Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes, outras excelentes produções cinematográficas.

Vale a pena relembrar a cena...

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Quarta-feira, Outubro 10, 2007

Debate sem fim

Ontem, enquanto a minha mulher estava trabalhando na sessão especial do filme Tropa de Elite, patrocinada pela Claro. Eu fiquei "zapeando" e acabei pegando desde o início um MTV Debate sobre o filme. Resolvi assistir.

Foram convidados para o programa o ator Milhem Cortaz, que faz o Capitão Fábio, ou o 02 no treinamento, a Nega Gizza, Braulio Mantovani, roteirista do filme, o advogado do Bope que está buscando indícios para processar a produção, um ex-comandante do Bope e um estudante de direito, com os seus 21 anos.

O maior ponto fraco do programa foi o Lobão. É importante colocar que conversar com o Lobão é uma experiencia bem proveitosa, mas como apresentador ele se perde no controle do programa, não deixa os outros falar, perde o foco do assunto e não consegue ser suficientemente claro em suas colocações. Se eu fosse da direção da MTV voltava com o Cazé e colocava o Lobão para fechar o programa com um belíssimo ensaio.

Além desse ponto fraco, foi patético observar as pessoas puxando a defesa para a sua banda. Ninguém queria colocar as cartas na mesa, todos se apegando a questões individuais e com uma visão micra sobre os pontos levantados no filme. O advogado só falou uma única vez, para defender a "imagem" dos oficiais que estavam em serviço em 1997, o ex-comandante era comprometido e não pode falar tudo abertamente, então só defendeu a imagem da corporação, o estudante nem merece comentários e por aí vai.

Acho que é essa a grande questão que transforma o filme em tópico de tantas discursões, as pessoas insistem a se sentirem diretamente ofendidas pela produção. Seja por ser um estudante, um "playboy que financia o tráfico", um policial, um membro da comunidade ou o que seja..

As pessoas poderiam começar a ser menos hipócritas e aceitar as responsabilidades de cada um nesse caos. Porque se você molha a mão de um policial para se livrar de uma multa, você é responsável. Se você compra droga, é responsável. Se você trafica, é responsável. Se você assisti tudo isso e simplesmente torna-se passivo, também é responsável.

Como único ponto forte tem um depoimento de Negra Gizza que coloca que esse debate todo é temporário, que o filme levantou a poeira, as pessoas vão discutir e logo logo irão parar de falar e nada vai mudar. Pois falta uma ação deriva de tanto debate.

Isso me faz pensar em uma conversa que tive com o Ock-Tock. Ele me disse que não vai assistir a esse filme, assim como não assistiu a outros do mesmo estilo, pois tais filmes só promovem essa cultura violenta em torno do Rio. Não concordo com ele, mas uma coisa pra mim ficou certa, nós ainda não temos educação e nem preparo suficiente para lidar com essas informações.

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Sexta-feira, Setembro 28, 2007

Valores deturpados

Enquanto a discussão sobre o filme "Tropa de Elite" corre solta, percebo claramente a minha maior preocupação tornando-se real. A completa deturpação de valores básicos, a má interpretação de uma mensagem clara, gerada por um desespero, necessidade e ignorância do público.

Alguns apontam o filme como facista, outros transformam os soldados do BOPE em heróis, independente do que eles fazem para cumprir suas missões. Em ambos os casos estão errados. Nesse filme não pode ter heróis ou vítimas (esse papel cabe a todos).

Infelizmente chegamos a uma situação em que ter a "melhor tropa de elite de ação urbana do mundo" tornou-se necessário. Porém, não será ela que irá resolver os problemas. Um dos autores do livro, o capitão Rodrigo Pimentel, diz no documentário "Notícias de uma guerra particular" que enquanto o único braço do governo que sobe a favela for a polícia (de elite ou não), não teremos solução. É um ciclo vicioso de crimes, onde mesmo aqueles que deveriam seguir e fazer a lei ser cumprida a deixam de lado, protegidos por justificativas muito bem embasadas.

No YouTube pude encontrar o documentário que cito acima, em uma versão para gringo ver. Está partido em 10 pedaços, mas vale a pena assistir. No mesmo YouTube encontrei várias homenagens aos "heróis" do BOPE e comentários dos usuários dizendo ter orgulho dessa força, ou estimulando as torturas ou execuções em "prol de um bem maior". Acredito que seja resultado da nossa carência de heróis. Triste.



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Terça-feira, Setembro 11, 2007

Ação sem "bullet time"



Após Matrix ficou difícil assistir um filme de ação sem o bom e velho bullet time, o que aconteceu com isso? A originalidade foi se perdendo. Mas não é esse caso. John McClane está de volta e logo aos 40 minutos de filme já se encontra completamente quebrado.

Dos atores cinquentões que estão retornando para os filmes de ação, Bruce Willis com certeza é o que se encontra em melhores condições. Talvez seja por causa de seu personagem na série Duro de Matar, que exageros à parte, sempre foi muito humano.

Mas o filme não é apenas muito bom só por isso, tem bons vilões, bons personagens coadjuvantes, boas piadas, ótimas cenas de ação com poucas pausas e uma trama tecnológica que embora exagerada faz sentido. Ainda não assisti nenhum ultimato (pra dizer a verdade, não vi nenhum da série), mas pra mim Duro de Matar 4.0 é o melhor filme de ação do inverno.

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Segunda-feira, Setembro 10, 2007

Santiago

A dúvida era entre "Duro de Matar 4.0" ou um "filme cabeça", resolvi abrir mão da pipoca e aceitei o cabeça. Mas ironizei, entrei no cinema brincando com a sala mais vazia do Artplex. Dizendo que era fácil colocar um filme do João Moreira Salles em um cinema do Unibanco. Quando as pessoas entravam eu apresentava todas elas como "alguma-coisa" Moreira Salles. Ironizei e me enganei como a muito tempo não me enganava.

O que eu esperava ser um documentário sobre a família Moreira Salles, contado por um dos filhos, ou seja auto-admirado, vi um filme sincero e vivo. Que com uma certa distância documenta não a família e sim um personagem, Santiago Badariotti Merlo, o mordômo da família que não apenas falava quatro ou cinco línguas, mas tinha paixões e admirações únicas. E sua forma de expressar tudo isso o torna um personagem memorável.

A narrativa fria, o preto-e-branco e o enquadramento distante reforçam a sinceridade em torno do trabalho e das palavras finais, do personagem e do documentarista. Sem sombra de dúvida, Santiago foi uma das melhores surpresas cinematográficas de 2007.

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Segunda-feira, Setembro 03, 2007

Saneamento Básico, o filme



Tudo começa em um cidade do interior gaucho. Digo, bem do interior gaucho. Quando a necessidade de realizar uma obra de saneamento básico torna-se prioridade, mas a prefeitura não tem verba para a mesma, apenas para a produção de um filme. Através de uma meta-linguagem, Jorge Furtado e um elenco ótimo, ironizam o sistema público do país e a indústria de celebridades. Grande destaque para Bruno Garcia, que já tinha mostrado ao que veio em Lisbela e o Prisioneiro, Camila Pitanga, Lázaro Ramos e claro para o "Monstro do Fosso" (e o mais importante: o Theo adora imitar o monstro).

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Sexta-feira, Agosto 31, 2007

Spider Pig!




Assisti ao Simpsons, o filme. Primeira impressão, ele é bem legal. Mas já vi episódios melhores.

Senti falta de algumas coisas, como por exemplo, aproveitando que era um longa, explorar um pouco mais os personagens da cidade, ir além da família. Afinal de contas, nós que somos fãs do desenho, já conhecemos todos eles e muitas vezes o episódio que parodia Pulp Fiction e conta 5 segundos ou um pouco mais de todos os personagens é considerado um dos melhores.

Como conclusão final, é um filme divertido, tem boas piadas, não se torna chato ou repetitivo, conseguiram ultrapassar a barreira do tamanho de episódio sem grandes problemas.

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Quinta-feira, Julho 12, 2007

Inspirador.


Simplesmente inspirador. A história de um rato que sonha em ser um chef tem um têmpero especial com ótimas pitadas de piadas, personagens e um roteiro maravilhoso. Assistir a todo o processo criativo da culinária de Remy foi um prazer à parte pra mim, ainda mais quando as cores, cenário, grafismos e animações dos personagens dão um show.

Quem não viu, veja. Mesmo que não seja muito fã de animações, acho que essa vai agradar.

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Quarta-feira, Julho 04, 2007

Rocky, o sexto.

No primeiro (1976) o "Garanhão Italiano" lutou contra Apollo Creed, no segundo(1979) foi a revanche contra "O treinador", mais tarde após ter sido derrotado por Clubber Lang (1982), o próprio Apollo o preparou para sua revanche vitoriosa contra Lang. Apollo Creed é morto durante uma luta contra Ivan Drago, e Rocky vai em busca de uma "vingança" na terra do adversário (1985).

Quando todos acreditaram que sua carreira havia chegado ao fim, ele começa a treinar Tommy Gun (1990), que mais tarde o trai e seus problemas pessoais são resolvidos em uma briga de rua.

E então (2006), aparentemente com os problemas de saúde resolvidos após tantos combates épicos, como se Ivan Drago nunca o tivesse "aposentado", como se nunca tivesse caído em conjunto na lona com Apollo, como se Clubber Lang não tivesse sido um dos rivais mais perigosos de sua vida, ele resolve voltar aos ringues contra Mason "The Line" Dixion.

Uma história pobre, entediante, com lições de morais recitadas por Rocky ao Paullie, ao filho, a menina que ele levou na porta quando era muito mais novo, ao filho dela, a comissão internacional de boxe e a todos que aparecerem ao redor. Rocky Balboa é um tio velho e chato. Porém, existem duas coisas fortes em comum com os filmes anteriores: Stallone ainda não resolveu o seu problema de dicção e à partir do momento em que o treinamento começa até o último gope da luta, como em todos os filmes anteriores, ele conseguiu me prender, aguardando o resultado do combate - realmente a fórmula foi repetida e teve o mesmo resultado.

Stallone também está participando da produção John Rambo. Será o quarto filme da série do sobrevivente do Vietnam. Só espero que ele pare por aqui e não pense em uma continuação para o famigerado Stallone Cobra.

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Sexta-feira, Maio 04, 2007

Amigo da vizinhança


Estava muito ansioso para ver esse filme. Não por ter o Venon - faço parte daqueles leitores do Aranha que não vê nada demais nesse vilão - mas sim pelo personagem principal e a grande qualidade da adaptação. Fiquei feliz com o resultado final.

Não é melhor do que o dois, mas tudo bem. Os três vilões que logo de cara eu achei que seria uma idéia ruim, na prática ficou muito bom. Os atores estão bem legais (destaque para Thomas Haden Church que interpreta o Homem de Areia) , os efeitos especiais estão absurdamente bons, o som é ótimo e as cenas do Aranha se balançando entre os prédios estão cada vez melhores.

Ouvi dizer que eles querem fazer pelo menos mais dois filmes da franquia, o que eu acho ótimo. Pena que o Tobey Maguire não concorde comigo, parece que ele não quer mais representar Peter Parker.

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Segunda-feira, Abril 09, 2007

Nós marchamos

O filme traz uma estética ótima, fotografia e cores completamente fiéis aos quadrinhos. Texto condizente e bons personagens. Tem a melhor representação de uma paredes de escudos que já vi. A caracterização dos Persas e seu universo exótico ficou bastante interessante e as cenas de batalhas ficaram fenômenais.

Porém, existiram adaptações que, pra mim, realmente atrapalharam. Para começo de história, a trama política em Esparta foi completamente descabida. Outro ponto, foi que se esforçaram demais para transformar os Persas em vilões, quando a questão da história não é essa.

Sobre os detalhes, a cena da rainha entregando um cordão ao Leônidas foge um pouco do clima frio e seco dos espartanos. O filho do capitão estar entre os 300 e a atitude do mesmo após a morte do seu filho não condiz com cenas do próprio filme, que fala de morte glorioza em campo de batalha - sei que tudo isso foi elemento para humanizar a história, mas na minha opinião não precisava tanto.

Agora o que mais me deixou frustrado foi o corte da cena que publíco aqui embaixo. A queda do Stelios, na obra original era o guerreiro mais jovem dentre eles. Após a sua queda, passou a ser chamado por "Stumbles", e aos poucos vai reconquistando o respeito de seus iguais (e o seu nome) a ponto de ter o privilégio de ser peça chave no último golpe. Esse corte altera bastante a narrativa dos quadrinhos, pois um dos elementos principais desaparece e se torna apenas um personagem difícil de se apegar.



Saí frustrado do cinema após assistir 300. Fiquei bastante incomodado com as mudanças, ou adaptações da história, mas no dia seguinte, ao acordar, estava gostando do filme. Isto porque, o que foi bom, realmente ficou muito bom.

Como saldo final o filme pra mim é muito bom, mas realmente poderia ter sido melhor (esperava algo melhor, como Sin City) e por pouco não ficou sendo apenas bom. Pois quando Frank Miller escreveu os quadrinhos ele se preocupou em fazer uma história espartana: direta e seca. Sem grandes rodeios. Enquanto o filme abre mão disso por alguns minutos a mais e para agradar ao público geral. Ok. Quem não leu os quadrinhos provavelmente vai gostar mais do filme do que eu.

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Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

4 anos?

Não acredito! Se passaram quatro anos desde quando fiz o primeiro post nesse blog. Eu não curtia esse lance de blog, achava até divertido ler de alguns amigos, mas não curtia a idéia de manter esse diário atualizado.

E agora 4 anos? Estou impressionado. Foi muito divertido perceber isso e reler alguns posts antigos (foram mais de 150 até o momento). Tem coisa que eu nem me lembro por que escrevi. Mas escrevi e devia fazer muito sentido na época, ao menos pra mim.

De lá pra cá, muita coisa mudou na minha vida e no mundo. Inclusive o autor da fonte de inspiração desse Edifício faleceu. Acho que nunca vou me cansar de prestar homenagens a esse grande artista. Will Eisner (1917- 2005).

Parece que não sou apenas eu com tais homenagens. Frank Miller (Sin City) e Michael Uslan (produtor de Batman Begins), estão planejando uma adaptação para a telona do personagem mais conhecido de Eisner, The Spirit. Espero que ocorra com o mesmo cuidado que Miller tem com as adaptações de suas obras.

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Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007

Intocável

Em anos, esse foi o primeiro Oscar que assisti sem ter visto nenhum dos filmes que estavam concorrendo. Então assisti meio desanimado, "zapiando" bastante, e esperando que algo bastante divertido acontecesse.

Mais por simpatia ao ator, do que por qualquer outro motivo, fiquei um pouco chateado do Eddie Murphy não ter levado a estatueta.

O que me fez ir dormir mais cedo foi o anúncio da apresentação da Celine Dion. Não sei porque Hollywood gosta dela, deve ser algo que só nos bastidores deve ser conhecido. Sei lá, vai que ela é daquelas personalidades muito gente boa e simpáticas que rondam a industria, meio que Meg Ryan.

Meu susto foi descobrir hoje de manhã a "grande" homenagem que foi feita ao Enio Morricone, autor de trilhas sonoras de filmes como "Os Intocáveis", "Era uma vez no Oeste", "Três Homens em Conflito (The Good, The Bad and the Ugly)" e "Cinema Paradiso". Ele ganhou o Oscar pelo cojunto da obra, muito merecido, afinal faz trilhas sonoras desde 1961 (!!!). Agora, colocar a Celine Dion para homenagea-lo, é um pouco fora de tom, não?

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Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007

Como Star Wars mudou o mundo?

Tá bom! Eu sei que esse post não é novo. Talvez muitas pessoas já tenham sabido disso antes, mas eu não. A revista Wired em maio de 2005 publicou um infográfico mostrando como o lançamento do Episódio IV, e da primeira trilogia, mudou o mundo.

Se você ficou tão curioso quanto eu ao ver essa notícia, clique aqui e veja como podem estar no mesmo gráfico a Apple, o filme Fight Club, Toy Story e SpiderMan 2. Naturalmente o infográfico é feito baseado nas indústrias de entretenimento. Mas que mudou o mundo, mudou.

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Quinta-feira, Janeiro 25, 2007

Chegamos à Manderlay

O segundo filme da trilogia de Lars Von Trier te engana. Começa lento e com tudo muito bem explicado, bem diferente do primeiro DogVille.

Cheguei a pensar em abandonar Manderlay, mas insisti e fui muito bem surpreendido. A história se passa quando Grace, após sair de DogVille, chega com os gangsters de seu pai na pequena cidade Sulamericana de Manderlay, um local onde 70 anos tardeamente a escravidão ainda existia. A personagem insisti em ficar e ensinar para o povo negro dessa cidade os conceitos de liberdade e democracia.

A estética de Lars Von Trier, que ajuda a focar nos personagens e não nos elementos de cena ou efeitos especiais - acredito que tenha sido esse o motivo da mudança da atriz de Grace e do pai da mesma - continua a mesma, fenomenal.

Mais do que sobre liberdade e escravidão, o filme fala sobre desejos e escolhas. Fala sobre estar preparado para assumir tais escolhas, diretamente e indiretamente e também fala sobre a mão extendida para ajudar.

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Terça-feira, Abril 11, 2006

Liberdade para sempre!

De todos os quadrinhos que já li, de todas as obras de Alan Moore, considero V de Vingança o melhor trabalho. A história extremamente envolvente e inspiradora fala sobre um revolucionário contra uma Inglaterra fascista. Escrita na década de 80, foi uma crítica social contra a primeira ministra Inglesa da época e um retrato dos medos da Guerra Fria.

Os irmãos Matrix adaptaram o roteiro para o século 21. Por causa das adaptações Alan Moore pediu para retirar seu nome dos créditos e brigou de vez com a indústria cinematográfica. E devido a tudo isso, nunca tive tanta expectativa e medo de ver um filme (afinal os irmãos Matrix não têm crédito na praça, né?).

Pois bem. Eles adaptaram de forma primorosa o roteiro. Cortaram e mudaram alguns elementos que são perfeitos na versão original, mas tudo pela atualização da história. Hugo Weaving (com o qual nunca fui com a cara) e Natalie Portman (que já tinha me conquistado em Closer) estão geniais em seus papéis.

Na minha opinião, uma da melhores coisas da adaptação é que ficou ainda mais clara a opinião que eu tinha sobre o roteiro, embora a históra “seja” um grito pela anarquia (inclusive me fez olhar essa utopia por uma outra perspectiva), a liberdade é apenas o meio para o grande objetivo: vingança.

Inglaterra Triunfa!

Para os vizinhos, opções de posters:
http://www.bulkool.com/download/VForVendetta.jpg
http://www.bulkool.com/download/VForVendetta_2.jpg
http://www.bulkool.com/download/VForVendetta_3.jpg

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Segunda-feira, Novembro 21, 2005


Quando for minha vez, quero estar assim...

Na última semana fomos assistir o Jardineiro Fiel. Que nome ingrato, e ao mesmo tempo genial, para se colocar em um filme. Fui de má vontade. Não tinha lido nada sobre o filme e o nome me dizia que era daqueles do tipo de “A Procura de Kandahaar” (é assim que se escreve essa maldição?). O filme é ótimo, mesmo que seja um soco na boca do estomago vale assistir. Na verdade, é por isso mesmo que tem que ser visto.

Mas o filme não é o motivo do post. Após às 23h ao final da película, enquanto esperava a Lelê, observei um senhor e três senhoras (todos acima dos 65 verões), saindo do filme. Eles conversavam sobre cinema, elenco e diretor. Extremamente interados e a vontade com o cenário atual da industria cinematográfica. Isso já era muito divertido, até que uma das senhoras pergunta: “E então? Como vai ser?”.

A outra, em dúvida, responde: “Será que o Manuel ainda está aberto?”

O senhor logo interveio: “Acho mais seguro o Llamas. Não corremos risco.”

Todas concordaram.

Ele conclui o debate: “Já disse para Maria, no Rio só existem três bares: Llamas, Cervantes e Nova Capela”.

Assim dito, assim feito!

Só quero que quando for minha vez, 65 anos ou mais, eu esteja assim...

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Quarta-feira, Agosto 03, 2005

Atualizando

Muito tempo sem postar e tanta coisa para comentar. Vou fazer aqueles com notícias rápidas.

Cumadi Lol fez aniversário no dia 01 de agosto! Parabéns! As festividades foram ótimas e sempre existirá Neverland (tudo conspira para que dê certo).

Estou conseguindo seguir com as leituras, agora peguei de vez o Abusado e está fenomenal! Melhor do que o Cidade de Deus. Pela favela tema do segundo ser mais afastada da Zona Sul, a integração entre as classes é reduzida. O que é bem claro no caso da história do VP e do Santa Marta.

Vi Sin City. Simplesmente genial. A melhor adaptação de quadrinhos já realizada. Algumas pessoas podem julgar o filme muito violento. De fato é, mas essa é a história de Sin City.

Muito trabalho, mas ainda tenho tempo para aproveitar as noites dos dias da semana. Inclusive, alguém topa um chopp amanhã?

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Terça-feira, Julho 26, 2005

O Reich

Quase um mês atrás eu assisti ao filme “A Queda, as últimas horas de Hitler”. Embora a tradução do título tenha sido ingrata, já que de fato o filme o retrata os últimos dias do Reich, ele continua sendo um ótimo filme. Dá a entender que foi todo escrito e produzido em cima de relatórios de alemães que faziam parte da cúpula do partido que sobreviveram a guerra. Minha única questão com o filme é em relação a perspectiva escolhida, no lugar da secretária de Hitler, talvez tivesse sido mais rico em detalhes a visão do soldado da SS que cuidava da segurança dele.

O post sobre esse filme é muito atrasado. Mas não foi o filme que o motivou, foi o término da leitura de Maus, de Art Spiegelman. História em Quadrinhos vencedora do Pulitzer que conta a história do holocausto, em grande parte Auschwitz, pela perspectiva de Vladek e Anja, os pais do autor. A história usa a metáfora de bichos para ser contada, onde os judeus são ratos, alemães gatos, poloneses porcos, americanos cães e franceses sapos. Ainda assim, ela é extremamente humanizada. Para quem não leu, é imprescindível que leia.

Somando “A Queda” e “Maus”, vim a pensar em uma certa banalização do tema. A cada ano uma quantidade impressionante de livros, filmes e seriados saem sobre o holocausto. Isso faz com que histórias mais genéricas perca sua “força”, deixando espaço unicamente para as mais pessoais e humanas. Seja no caso de Maus através da família Spiegelman ou mesmo pela visão humana de Hitler em “A Queda”.

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Segunda-feira, Julho 11, 2005

“Begins”

Ao menos para mim, Batman nunca foi um super-herói. Sempre o vi com a roupagem de um vigilante. Um homem que se colocava acima da lei para fazer justiça. Com o tempo e depois de ler algumas revistas como “A Piada Mortal”, “Asilo Arkhan”, “Cavaleiro das Trevas”, “Messias” e claro “Ano 1”, ele deixou de ser um vigilante comum e passou a ser um psicopata sério, tão doente quanto seus vilões. Uma idéia que antes da justiça, vinha o medo. E é nessa idéia que o filme se baseia e por isso é ótimo.

Já me falaram que o filme não é tão bom quanto o Homem-Aranha. Discordo, Homem-Aranha sempre foi escrito para ser divertido. Batman nem sempre pode ser divertido. E é por isso também que mesmo com algumas adaptações da história do personagem, o filme ainda é ótimo.

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Sábado, Julho 09, 2005

Inconscientes

Depois de dois anos e meio, tenho a minha primeira sexta-feira livre a partir das 19h30 com a Lelê (isso costumava acontecer somente após às 22h00). Isso é o resultado do luxo de nossa nova vida, novo emprego + faculdade finalizada. Então, aproveitamos.

Fomos assistir a "Inconscientes", um filme espanhol que se passa da década de 10 do século XX e fala sobre um bando de psicanalistas, sendo que um deles é seguidor do então "polêmico" Freud. O filme é ótimo, com um grande cuidado visual (figurino é muito bom, passagem de cenas são ótimas, a direção de arte nem se comenta). A comédia tem um senso de humor ácido e bem inteligente.

Saí do cinema muito satisfeito e recomendo para todo mundo. Vale a pena.

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Terça-feira, Abril 12, 2005

Quase dois irmãos.

Como um tapa na cara, o filme nos desperta do sonho da integração favela-asfalto. Aniquila a ilusão da integração tentada até o momento, onde ela é nada mais do que a imposição da realidade do asfalto no morro. A favela vive outra realidade, temos que primeiro compreender que não podemos definir se é melhor ou pior do que a nossa, aceitar que é diferente e então lutar por uma real integração.

Sempre defendo que o caminho para um povo melhor e uma nação melhor é a educação. Mas como iremos educar pessoas já educadas pela vida? Temos esse poder? Não estaremos mais uma vez impondo a nossa realidade? A educação deve ser aplicada a cada nova geração, esperar que a solução venha em quatro décadas e não em quatro anos.

Retornando ao filme. Ele demonstra o contato dos presos políticos com os presos comuns dentro do presídio de Ilha Grande. Os conflitos desse contato e a troca de experiências e seu reflexo em ambos os mundos. E assim, o nascimento da Falange Vermelha. Além desses pontos, apresenta por várias vezes a base do ser humano, seus ideais e o que acontece quando sua realidade é sobrepujada.

Inspirado no filme, tive o seguinte insight: “Sinto em lhe dizer, caro companheiro, que o comunismo acabou. Morreu pelo tempo, contado por um relógio que foi perdido”.

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Terça-feira, Fevereiro 22, 2005

Closer, Ray, o Bar de Férias e o fim das minhas...

Estou postando atrasado. Muito atrasado. Tão atrasado que vou falar de Closer após todo mundo. De qualquer forma, o filme é ótimo. Já ouvi comentários exatamente opostos, mas acho que estamos de frente com um típico filme polêmico. Pra mim, ele é perfeito. Ótimas atuações, ótima direção, ótima química entre os personagens e ótimo roteiro. Dentre tantas outras coisas, fala de nós seres humanos de uma forma tão realista e pura que dói.

Ray, esse foi grandioso. Sinceramente demorei pra ter coragem e entrar no cinema após Alexandre. Mas Ray e Closer reverteram isso. O filme intercala entre grandes cenas, atuações e edição fenomenal. Vale assistir para conhecer um pouco mais sobre esse músico que se despediu de nós no ano passado e ainda ver grandes atuações, como da atriz que fez a mãe do Ray Charles. Ela está impressionante.

O último tema. Enquanto minhas férias chegavam ao fim, fui a Santa Teresa. Eu e Lelê com aquela fome de comer Carne de Sol. Carne de Sol com cerveja. Carne de Sol com cerveja do Bar do Arnaudo. Após uma luta pra chegar nos alpes cariocas (várias ruas do bairro estavam fechadas para filmagens de um filme) damos de cara com o Arnaudo fechado e viemos a saber que foi fechado pois estava de férias. E bar agora tira férias? Indignado voltamos ao nível do mar e almoçamos um sanduba muito do sem graça em um ótimo clima, mas ainda ficamos com aquela vontade de Carne de Sol com cerveja do Bar do Arnaudo. Fica pra próxima...

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Quinta-feira, Janeiro 06, 2005

Clima de férias e um gancho para lembranças

Talvez pelo simples fato de ter marcado a primeira parte das minhas férias, eu já esteja vivendo um pouco desse climão. Na última terça-feira, no horário de almoço, tirei o skate da mala do carro e dei uma volta na Lagoa. Hoje, fiz novamente. E então eu pergunto, que trabalho permite isso? O meu nem sempre, mas quando pode é simplesmente ótimo.

Ainda na terça-feira eu e Lelê assistimos a Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, filme do Charlie Kaufman (roteirista de Quero Ser Jon Malkovich) que também segue a linha completamente surrealista. O que mais me impressionou no filme foi o simples fato de ele ter sido um guia para minhas lembranças, enquanto as cenas passavam, minha mente vagava por cenas do meu passado. Como se isso não bastasse, o elenco representa de forma memorável e finalmente Jim Carrey me convenceu como um ator sério.

Já ontem fiz uma visita espontânea à minha irmã, batemos papo e depois o Saraiva me apresentou o jogo de PS2 Lord of The Rings, muito bom por sinal.

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Quarta-feira, Novembro 24, 2004

E então, Almodóvar

A Má Educação, ótimo filme, não surpreende nos detalhes, por manter o estilo já marcado do diretor. Mas o faz no roteiro, o qual concordo com o vizinho conspirador Maurício Santoro: não se trata de gays ou travestis, poderia falar de qualquer pessoa independente do gênero ou opção sexual, acredito que os personagens o assim sejam devido ao, já mencionado, estilo do diretor (que não compromete em nada na qualidade, apenas reforça). Além disso, Gael Garcia Bernal reafirma seu talento de grande ator, ele convence em todos os momentos.

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Terça-feira, Novembro 23, 2004

Sobre uma cidade americana?

Não é disso que fala Dogville. De fato, não era disso que eu gostaria de falar nesse post, seria sim sobre cinema, mas abordaria Almodóvar e não Lars Von Trier. Porém, não pude evitar, assisti ontem à noite e não apenas dormi pensando no filme, como passei o dia com ele na cabeça. Já declaro que Dogville está entre os melhores do ano, se não os melhores dos melhores.

Como estava a dizer, Lars Von Trier não fala de uma cidade americada, fala de seres humanos, nossas qualidades e defeitos. Explora de forma primorosa cada uma dessas, para que possamos fruir sem perdas. O diretor e o elenco conduzem nossos sentimentos como se fosse apenas um rio descendo pelo seu caminho sinuoso, mas não íngreme. Alguns podem apontar o filme como sem ritmo. Descordo, sua narrativa (literalmente) é essencial para alcançar o ponto, me recorda um pouco as músicas que conseguem progressivamente te oprimir para com uma grande virada liberta-lo. Poderia ficar digitando durante horas sobre o quão ótimo é Dogville, mas é mais produtivo aconselhar que assista.

Deixo uma pergunta e aposta: o filme é narrado pelo Anthony Hopkins? Acredito que sim.

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Quarta-feira, Setembro 29, 2004

Série em formato de filme

Comprei através da indicação. Nunca tinha visto nada além do primeiro episódio, e mesmo assim senti interesse o suficiente para comprar Band of Brothers. Série da HBO que conta a história da Easy Company, paraquedistas da II Guerra.

Mesmo que seja sem estrelas no elenco, possui bons atores que dão vida a personagens carismáticos a ponto de formar vinculos. Ótimos roteiros para cada capítulo que são revitalizados pelos depoimentos dos reais veteranos na abertura.

Em resumo vale muito a pena assistir e adquirir. Pra terem uma idéia, a Leticia normalmente não gosta de filmes de guerra, mas está adorando essa série.

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Terça-feira, Setembro 14, 2004

Olga

Finalmente parei pra assistir esse filme que já posso recomenda-lo como muito bom. Após vê-lo me recordei de algumas curiosidades sobre a produção que me fez gostar ainda mais, por exemplo: os campos de concentração foram filmados em Bangu, aqui no Rio e as cenas com neve eram cenográficas. Isso já justificaria a ótima produção.

Porém teve algo que me incomodou muito, e parece que não só a mim. O idioma não é definido, os dialogos começam em um e terminam em outro (normalmente em português). Não houve uma transição sutil entre eles ou mesmo uma definição clara.

Já Camila Morgado está DEZ. Representando Olga de uma forma que só posso descrever como viva. Pra mim, que apenas tinha ouvido a história de Olga Benário, tive a sensação por várias vezes de estar olhando a personagem que minha imaginação formou- depois confirmei com a Leticia que leu o livro e ela confirmou ter sentido uma semelhança absurda com a personagem narrada.

Bem, vale a pena assistir. Mesmo a crítica algumas vezes sendo injusta e acusando de novelão.

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Quarta-feira, Setembro 08, 2004

O mistério de Shyamalan

Não há dúvidas que é melhor do que Sinais, idem para Corpo Fechado e até coloco em questão o renomado Sexto Sentido. A Vila é um grande trabalho desse diretor, já começa com aqueles temperos que tanto me agradam: ótima fotografia, bom elenco (por ex.: Adrian Brody) e um roteiro um tanto quanto curioso.

A história se passa em uma vila do século XIX, a qual é cercada por monstros que possuem um “pacto de não-agressão” com os habitantes da vila, tudo é tranqüilo e calmo até que o personagem Lucius Hunt (interpretado por Joaquin Phoenix) resolve pedir permissão para atravessar o bosque das criaturas. Aqui sou obrigado a parar de falar, pois posso estragar um dos prazeres do filme. Recomendo muito e aconselho assistir prestando atenção nos mínimos detalhes de cada cena (onde a genialidade do diretor M. Night Shyamalan é afirmada), principalmente na cores, a qual foi declarada uma crítica ao governo de George W. Bush (Shyamalan costuma brincar com as cores desde seu primeiro grande sucesso).

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Quinta-feira, Agosto 26, 2004

Agora sim, falo de Balzac

Como escrevi no post anterior, fomos assistir "Balzac e a costureirinha chinesa". Fala sobre a história de dois jovens da cidade grande que vão ser reeducados em uma aldeia nas montanhas chinesas no início da década de 70.

Na verdade esse é o pano de fundo para a transmitir o impacto que a cultura causa em tal aldeia. A reação do povo e o quanto isso pode mudar suas vidas. Além de ótima fotografia, belas atuações e grande cenas o enredo pode nos levar a admirir o "mito do bom selvagem" e depois notar as "letras miúdas" de cada personagem.

Respondendo a Nandinha, sim vale muito a pena ver.

Assim como vale a pena ler a crítica do nosso amigo conspirador sobre o filme e ler o último Tok do meu velho amigo. Jaba no ar.

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Terça-feira, Agosto 10, 2004

Até queimar a mão

Estou para comentar sobre esse filme desde a estréia, quando o vimos. Fahrenheit 11 de Setembro é mais uma obra do Michael Moore, que com o formato de documentário apresenta sua visão social e política.

Nesse filme Moore fez uma direção e edição parcial sem pudores. Seu objetivo era mostrar as coisas da formas mais parciais possível, anti-Bush. Acerta em cheio no começo e meio, no fim pode até ser culpa do sono que sentia, mas começei a achar o filme arrastado.

Através de cenas simples e, politicamente fortes, Moore nos faz pensar e ficarmos indignados em como nada foi feito contra todas as ações tomadas de acordo com decisões do Bush e pior, muito pouco foi noticiado. Não só somos seríamos cegos, como a imprensa americana se fez de cega.

Sobre o apartamento.

Os armários estão começando a ser ocupados, a infra-estrutura está sendo concluída e já quase temos condições normais de vida. Ainda em plena bagunça, mas firme e forte. 26 caixas e contando.

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Quarta-feira, Junho 25, 2003

Motivação

A muito tempo não escrevo. Mas e daí? Isso não é uma obrigação.

Falando nisso, engraçado como tem coisas que mesmo podendo ser uma obrigação podem ser muito estimulantes e motivadoras. Estou falando isso porque voltei a estudar, e estou muito satisfeito com isso, me sentindo extremamente motivado.

Pra esclarecer, estou estudando agora na Estácio de Sá, fazendo o curso de Design Gráfico. Não é só por estar lá que comento, mas: entrar é fácil, sair eu ainda não sei e independente disso o curso está me parecendo muito bom. Pode ser ainda o efeito da novidade, vamos ver o que falarei daqui a seis meses.

Tentando voltar a ativa, vou-me avisando aquele que ainda não viu Animatrix, que veja. O link está do lado.

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Terça-feira, Abril 08, 2003

Antes tarde do que nunca.

Vi Chicago. Antes de qualquer coisa preciso explicar que odeio musicais, sempre imagino as pessoas pedindo pão, chamando um taxi, assaltando banco, transando e outras coisas mais cantando. Difícil ver melhor ironia pra isso do que a feita pelos "Fudidos e Privilegiados" na peça "Tudo no Timming".

Agora sobre o filme, achei muito bom. Finalmente um musical que gostei, talvez seja o fato das cenas de cantoria fazerem parte do delírio da personagem Roxie e não do cotidiano, como se todos fizessem isso a todo momento (como não nem um pouco original Moulin Rouge). Catherina Zeta Jones é maravilhosa, o elenco todo está de parabéns pelas atuações, a atriz que faz a Mama é magnífica, assim como quem interpreta o marido da Roxie (não me recordo agora do nome deles).

Resumindo, vale assistir o filme. Cheguei depois do Oscar e do "bum" de bilheteria, tinha lugares bons na sala pra sentar e nada de fila pra comprar os ingressos. Talvez não esteja escrevendo novidade nenhuma, mas como o título diz: "antes tarde do que nunca".

Mais uma vez: antes que eu me esqueça, parabéns ao casal que passaram pelo Rito nessa último Sábado. Leo e Lu, boa sorte e felicidades pra vocês.

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Domingo, Março 23, 2003

Fim de semana produtivo.

Fim de semana está bom, na sexta-feira assisti ao Demolidor, o Homem sem Medo. Sinceramente? Achei fraco, acertaram em alguns pontos específicos e erraram nos básicos. Gostei muito da concepção da Cozinha do Inferno, também dos efeitos sonoros e representações de como funciona o poder do Demolidor e de algumas tomadas bem no estilo quadrinhos. Pra compensar, eles erraram em coisas básicas de cinema, como o elenco é péssimo o único que convence é o Rei do Crime, depois o mais próximo é o Mercenário e por último, o Demolidor. O roteiro só não tem mais furo que queijo suiço e a sensação que tive foi que o Editor se perdeu no seu trabalho e no final das coisas se lembrou que tinha um filme para contar, a história é empurrada até os últimos vinte minutos que são passados voando. No final das contas, de todas as adaptações de quadrinhos, achei a mais fraca e Ben Affleck é triste.

Além de assistir ao Demolidor, no sábado fui ver uma peça no Teatro Vila Lobos chamada "Nada de Pânico!!!". Hoje, no domingo, é o último dia nesse teatro mas só estão se mudando de casa e vão continuar se apresentando no João Caetano. Vale muito a pena assistir essa comédia que retrata os bastidores de um espetáculo, morri de rir com as atuações e piadas.

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Quinta-feira, Março 13, 2003

"Agarra-me se puderes"

Ontem assisti ao "Prenda-me se for capaz", filme do Spielberg com Leonardo DiCaprio (Frank Abagnale), Tom Hanks e Christopher Walken. Como é baseado em fatos reais, você percebe como a política e paranóia dos americanos mudaram com o passar dos anos. DiCaprio está bem no papel, o que me provou que se ele for bem dirigido consegue fazer boas atuações, já imaginava isso depois de "Romeu e Julieta". Destaque, como se fosse surpresa, pra atuação de Christopher Walken e Tom Hanks.

O Filme é muito divertido e fiquei envolvido com a vida interessante que o garoto Abagnale teve, mesmo como fraudador ele se divertiu bastante para um adolescente de 17 anos. Minha única decepção e surpresa ficou nas mãos de John Willians, que definitivamente não nasceu pra fazer Jazz.

Vale a pena assistir.

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Segunda-feira, Março 10, 2003

Sendo um pouco repetitivo.

Sei que isso está escrito em mais de um lugar nesse site, mas: "Na vida, como na arte, é tudo uma questão de perspectiva".

Coloco isso porque andei pensando e vendo algumas coisas que me fizeram reforçar essa teoria, curioso como metade de histórias ou fatos fazem uma diferença pras pessoas julgarem, como somos prepotentes a ponto de julgar algo mesmo quando não estamos envolvidos? Pra quem está envolvido já é péssimo julgar, pois a sua perspectiva tende a ser limitada.

Também por causa disso, coloquei hoje a dica do filme "O Closet", ótimo. Uma comédia francesa que tem a seguinte trama: pra não ser demitido de uma fábrica um funcionário finge ser gay, a grande sacada do filme é que ele não faz nada de diferente pros outros o julgarem como gay, apenas espalha o boato e automaticamente a forma como ele é visto pelas pessoas muda, começam a perceber trejeitos ou detalhes que "somente um gay faria". Ótimo filme.

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