Quarta-feira, Maio 14, 2008

Das telas para as caixinhas

A atriz nova iorquina Scarlett Johansson lançou seu primeiro trabalho como cantora. Já ouvi Anywhere I Lay My Head umas quatro vezes para formar uma opinião e acredito que ainda não esteja completamente definida.

Posso garantir que é um trabalho diferente do que tem sido feito na indústria americana, o que já é um ponto positivo. Não é diferente apenas da onda industrial, esse trabalho tem muitas características próprias, que podem torná-lo único.

Até o momento considero o som agradável, mas nem um pouco marcante, talvez seja por causa da voz da cantora que, pra mim, não tem nada demais. Já os arranjos beiram o experimental, com muitos instrumentos e sintetizadores trabalhando bem juntos e algumas vezes abafando a voz da própria.

Se você quer fugir da industria americana e da nova onda do rock britânico, o álbum dessa queridinha de Hollywood pode ser uma boa.

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Sexta-feira, Maio 09, 2008

Interatividade

A excelente banda canadense Arcade Fire me foi apresentada pela Lelê, que ficou apaixonada após assistir ao show no Tim Festival. O trabalho deles é muito bom e eu o acompanho desde o segundo álgum.

Porém, como não tenho o hábito de acessar sites de bandas ou músicos, não tinha tido a experiência de assistir aos vídeos do seu último álbum, o Neon Bible, através do site oficial (somente via YouTube). O que só fiz agora e tive uma grande surpresa, eles incorporaram em seus vídeos recursos de interatividade com o usuário, você participar um pouco da história e da música.

A imagem que ilustra esse post é do vídeo de Black Mirror, o qual você pode ligar ou desligar os canais da música e assim pode retirar a bateria, ouvir só a voz, ou seja, brincar. Essa interatividade cria novos elos entre o público e a música. Considero isso um jeito muito inteligente de utilizar a mídia e não apenas aplicar o vídeo na web.

Para acessar o site deles, basta clicar aqui, vale a pena a viagem estética, interativa e musical.

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Quarta-feira, Abril 23, 2008

Prêmio Multishow

E o Multishow apresenta a lista de seus indicados:

MÚSICA: "Tá perdoado" (Maria Rita); "Pela última vez" (NX Zero); "Exttravasa" (Babado Novo); "Boa sorte/ Good luck" (Vanessa da Mata); "Não precisa mudar" (Ivete Sangalo e Saulo Fernandes)

CD: "Cidade cinza" (CPM 22); "Samba meu" (Maria Rita); "Eu nunca disse adeus" (Capital Inicial); "Sim" (Vanessa da Mata); "(Des)concerto ao vivo" (Pitty)

CLIPE: "Pela última vez" (NX Zero); "Pulsos" (Pitty); "Aqui" (Capital Inicial); "Nossa música" (CPM 22); "Pontes indestrutíveis" (Charlie Brown Jr.)

DVD: "Ao vivo no Maracanã" (Ivete Sangalo); "(Des)concerto ao vivo" (Pitty); "Pré pós tudo bossa band" (Zélia Duncan); "Cidade do samba" (vários); "Ao vivo Rock in Rio I (1985)" (Paralamas do Sucesso)

CANTORA: Ana Carolina; Claudia Leitte; Ivete Sangalo; Maria Rita; Vanessa da Mata

SHOW: "Dois quartos" (Ana Carolina); "Pic nic" (Rita Lee); "Sim" (Vanessa da Mata); "Ritmo, ritual e responsa" (Charlie Brown Jr.)

GRUPO: NX Zero; Charlie Brown Jr.; CPM 22; Jota Quest; Natirruts

CANTOR: Di Ferrero; Samuel Rosa; Caetano Veloso; Dinho Ouro Preto; Chorão

REVELAÇÃO: Strike; Ana Cañas; Vanguart; Diogo Nogueira; Scracho

INSTRUMENTISTA: Davi Moraes (guitarra); Marco Túlio (guitarra, Jota Quest); Radamés Venâncio (piano, Ivete Sangalo); Yves Passarell (guitarra, Capital Inicial); Bino (baixo, Cidade Negra)

O que você acha disso? Eu acho que estamos perdidos.

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Quinta-feira, Abril 10, 2008

It's only Rock n' Roll

Desde muito cedo, o Theo sempre gostou de Rock. As músicas que ele mais curtia eram "Funk Até o Caroço" do B. Negão, até hoje ele "toca trompete" com as mãozinhas por causa dessa música, "Blitzrieg Bop" dos Ramones e "Touch Me" dos The Doors. Essa última ainda é a preferida dele, pula e brinca com uma empolgação invejável. Até ontem, quando ele pulou, brincou e cantou! "C'mon Baby". Fiquei muito bobo e ainda estou com um sorriso idiota.

Se você não sabe que música é essa, aumenta o som e toca esse vídeo!

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Segunda-feira, Abril 07, 2008

Minhas capas preferidas

Tenho visto em vários lugares as pessoas relembrando capas de álbuns, e sempre em listas, já vi as melhores, as piores, as mais insólitas e por aí vai. Resolvi listar as minhas cinco capas preferidas.


1. Cheap Thrills, da Big Brother and the Holding Company de 1968 - a primeira vez que vi esse álbum, foi em vinil, e eu nem fazia idéia de quem era Robert Crumb, mas ainda assim fiquei apaixonado pela capa;

2. Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band, dos Beatles de 1967 - embora eu nunca tenha sido um "beatlemaníaco", sempre adorei essa capa e o algo de estranho que ela possuí;

3. Seventh Son of Seventh Son, Iron Maiden em 1988 - adorava ficar olhando as capas do Iron e buscando os detalhes, mesmo sendo uma das capas com menor número de detalhes escondidos essa sempre foi a minha preferida deles;

4. Olias of Sunhillow, Jon Anderson em 1976 - comprei esse vinil por causa da capa, por ter aberto e visto que dentro dela existiam mais páginas ilustradas que contavam uma história. Simplesmente demais;

5. Axis: Bold as Love, The Jimi Hendrix Experience em 1967 - altamente psicodélica, sempre a achei fora dos padrões.

Todas essas capas tem duas coisas em comum, a primeira é que precisam ser vistas em formato grande e a segunda é que elas ultrapassam o limite da frente e brincam com a contra-capa e partes internas do álbum.

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Quinta-feira, Abril 03, 2008

Minha vida em músicas

O Ock-Tock me desafiou. Por isso vou atender a seu desafio e fazer a minha vida em músicas, ao som de Rolling Stones.

A brincadeira é a seguinte, você escolhe uma banda e responde as perguntas com nome de músicas desse grupo, simples assim. Depois desafia outros blogs a fazer a mesma coisa.

1. És homem ou mulher?
Monkey Man

2. Descreva-te
Good Times, Bad Times

3. O que sentem ou pensam as pessoas sobre você?
Tell Me

4. Como descreverias o seu relacionamento anterior?
I Can't be Satisfied

5. Como descreves o seu atual relacionamento?
Loving Cup

6. Onde gostarias de estar agora?
Rock and a Hard Place

7. O que pensas a respeito do amor?
Hot Stuff

8. Como é a sua vida?
Wild Horses

9. O que pediria se pudesse realizar um desejo?
Time is on My Side

10. Uma frase:
It's Only Rock 'n Rol

E eu desafio (não que eu ache que vão atender, mas é uma chance de trazê-los de volta):
01. Leticia
02. Cris Tibau
03. Marcelo Saraiva
04. Fasano
05. Mr. Tyler Durden - a ressuscitar o seu blog

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Frustração

Hoje acontece outra apresentação do "Fucking Prince of Fucking Darkness" Ozzy Osbourne no Rio de Janeiro. Estou extremamente frustrado pelo simples motivo de achar um absurdo cobrar R$ 180,00 por um ingresso de pista.

Já fui ao show do Ozzy antes, o vi no antigo Metropolitan. É muito bom, mas 180 reais é um exagero. Não consigo entender como simplesmente a sociedade aceita isso e continua apoiando toda essa política elitista de acesso a cultura. Que fique claro, eu tenho essa grana, mas me nego a pagar isso em um ingresso de pista, tenho fraldas pra comprar.

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Quarta-feira, Abril 02, 2008

Sonho de consumo

Normalmente não dou a mínima importância pra essas miniaturas tão conhecidas como Action Figures. Mas acabei chegando no Blog de Brinquedo, e a categoria música tem várias coisas bacanas, principalmente uma coleção do Pink Floyd The Wall, com peças como essa aí da imagem.

Isso eu quero. Eu vi na Amazon e nem é caro, o problema agora é decidir qual eu terei antes que esgote.

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Segunda-feira, Março 31, 2008

Comunidades e mais comunidades

Recentemente comecei a testar o serviço da Last.fm, um site que está substituindo a saudosa Pandora. Você busca por nome de um artista, álbum, ou música, o player dele toca pra você e continua a seleção através de músicas similares. Não é tão bom e surpreendente quanto a Pandora, mas é bem legal.

O serviço ainda tem alguns problemas, como a usabilidade do player, a navegação do site não é simples e faltam alguns recursos simples no player (como pausar por exemplo). Outro ponto fraco pra mim é que o download da música não é tão suave, aconteceram algumas paradas no som enquanto eu ouvia, isso é muito chato. Apesar desses pontos, estou curtindo e estou ansioso para conhecer novos sons que se encaixam com o tipo que ando escutando.

Além da parte do sistema, tem uma parte de comunidades no site, você pode ter um Blog, participar de Grupos, cadastrar amigos e por aí vai. Pra mim é completamente dispensável se eu tenho o meu blog, o meu msn e o meu Orkut. Eu manteria mais o foco na ferramenta na parte da música, incrementando o processo de similaridade, e a parte de "vizinhos", que são usuários que possuem um gosto musical parecido com o seu e assim a gente poderia descobrir o que outras pessoas andam ouvindo.

Confesso que sou um pouco resistentes a cair nesses modismos de comunidades web. Se eu já tenho Orkut, pra que terei o Facebook ou o MySpace? Pra terem uma idéia, me cadastrei em janeiro no Last.fm e só na última terça-feira que comecei a usar. Hoje existem tantas sites-comunitários diferentes que criaram um chamado MeAdiciona.com, onde você pode colocar todos os perfis para serem adicionados pelos seus amigos.

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Quarta-feira, Março 26, 2008

Dark Side of the Moon


Soube pelo Long Live, Rock'n Roll que no dia 24 de março que acabou de passar, esse álbum completou 35 anos. Para homenagear, estou ouvindo esse clássico de três décadas e meia.

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Terça-feira, Março 25, 2008

Shine a Light



Da série a série: não sei se consigo esperar pra ver...

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Segunda-feira, Março 24, 2008

Ele é todo mundo, ele é ninguém


Quando eu penso em um filme que irá contar a vida de um grande artista, penso em coisas como o que foi feito de forma genial para Ray Charles, Johnny Cash, The Doors e outros. Pensava.

A história de vida, real, imaginária, exagerada e tudo mais de Bob Dylan é apenas o pano de fundo de I'm Not There. O diretor Todd Haynes tenta construir a complexa personalidade do músico através de seis facetas extremamente diferentes interpretadas por atores tão singulares como. Marcus Carls Franklin, Ben Whishaw, Christian Bale, Heath Ledger, Cate Blanchett e Richard Gere são os diferentes Dylan que vivem em um homem.

Tudo isso ao som dos clássicos e não clássicos de Dylan e uma construção de cenas vinculadas ao som que me trouxe saudades de Pink Floyd The Wall de Alan Parker. Genial.

No fim, esse filme quebrou um paradigma meu, não desejo mais conhecer somente a história dos artistas como antes, passei a me interessar muito mais por suas personalidades.

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Quinta-feira, Agosto 23, 2007

Esse tal de Rock n' Roll

Quem ainda não viu no YouTube o momento do Show do Lobão no Circo Voador onde uma mulher sobe no palco e manda um topless totalmente Rock n' Roll, aproveite e veja agora.



Isso pra mim é Rock n' Roll. Engraçado como eu sempre fiz muita diferenciação entre a atitude do homem e da mulher no Rock. Acho patética atitudes como de colocar o pau pra fora, já falei mal de Flea, Kurt Cobain e até mesmo Iggy Pop por isso. Não por uma questão sexual e sim de atitude mesmo, eu não acredito que o homem que coloque o pau pra fora esteja sendo contraventor, enquanto para a mulher a exibição do corpo tem toda uma conotação de quebra do paradigma e da "decência".

Nessa mesma semana descobri que Juliette Lewis, uma atriz que ficou muito marcada por filmes como Assassinos por Natureza e Cabo do Medo, tem uma banda e está vindo para o Tim Festival, a Juliette and the Licks. Essa atriz me marcou pois nunca a achei bonita, mas ela tinha uma atitude temperada por sex-appeal, algo que eu creditava a suas personagens, agora vejo nos vídeos de sua banda que é algo próprio.

Mais uma surpresa positiva da atitude feminina. Como disse, esse tal de Rock n' Roll.

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Sexta-feira, Julho 13, 2007

1.000.000!

Soube pelo blog do Ock-Tock que hoje é o Dia Mundial do Rock. E ele fez uma brincadeira com outro amigo de listar as vinte músicas, duas de cada banda, que ele poderia ouvir um milhão de vezes sem parar.

Listinha muito difícil essa, mas legal de se fazer. Preparei a minha, foi um parto ter deixado algumas músicas e artistas de fora, mas optei em escolher aquelas que sempre aparecem nas minhas playlists e que costumo mantê-las na mente.

01. David Bowie - Space Oddity e The Man Who Sold The World;
02. Eric Clapton - You Look Wonderful to Night e Bad Love;
03. Janis Joplin - Piece of My Heart e Try (Just a Little Bit Harder);
04. Jimi Hendrix - Castles Made of Sand e Little Wing;
05. Living Colour - Desperate People e Love Rears It's Ugly Head;
06. Pink Floyd - Wish You Where Here e In The Flash;
07. Ramones - Blitzrieg Bop e Do You Remember Rock n' Roll Radio;
08. Red Hot Chilli Peppers - Road Trippin' e Can't Stop;
09. Rolling Stones - Paint in Black e Simpathy for The Devil;
10. The Doors - Touch Me e The End;

Agora, continuando as brincadeiras feita pelo Ock e Cassano, desafio aos mesmos a depois de fazer essa lista acima, fazer as listas das músicas que você não escutaria dez vezes sem parar, mesmo que te pagassem um milhão de reais.

01. Skid Row - 18 and Life e I Remember You;
02. Nirvana - The Man Who Sold The World e Smells Like Teen Spirit;
03. Oasis - Wonderwall e Stand by Me;
04. Gun's and Roses - November Rain e Knock on the Heaven's Door;
05. Alanis Morissette - Ironic e Thank U;

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Segunda-feira, Abril 16, 2007

O mercado é acelerado

Estava eu arrumando o revisteiro do meu banheiro, na verdade mais mexendo do que arrumando, quando me deparei com uma revista Época publicada em janeiro de 2006 e a capa falava da Wikipedia.

Uma de suas matérias falava sobre a convergência de celular e mp3 players e o desafio para que isso finalmente acontecesse, pegando como gancho a apresentação do Motorola Rokr feita por Steve Jobs. Falavam de memória para colocar as músicas, qualidade de som para telefonia e música, duração da bateria, conflito de interesses entre fabricantes de mp3 players, celulares e a industria fonográfica e diversas outras dificuldades que faziam parecer que iria demorar bastante para essa história se tornar real.

Menos de um ano depois a Sony Ericson dá um show lançando a linha Walkman, claro que com um preço muito acima do comum do mercado, mas tecnicamente viável e economicamente aceitável para a classe média alta (isso ainda existe?). A Motorola está lançando o Rokr E2 e quase todas as fabricantes estão colocando no mercado o seu tocador de mp3 / celular.

Pois é, o mercado de telefonia + tecnologia é muito acelerado. A questão que sempre carrego é quando a industria fonográfica irá abrir mão de sua visão envelhecida e começar a investir em novos caminhos para acompanhar o mercado mais ágil que se tornou tão vital para o seu produto?

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Quinta-feira, Março 29, 2007

2000

Esse foi o ano em que casei. A festa começou de forma decente, tocando Buena Vista Social Club enquanto as pessoas se dirigiam as mesas e a infinita fila de cumprimentos andava, é claro que quando todos ficaram bêbados o DJ tocou os inevitáveis ABBA e Village People. Me surpreendeu descobrir que Buena Vista é de 99, eu podia jurar que tinha sido lançado em 2000. No final em 2000 foram poucos e bons lançamentos.

O velho Bezerra da Silva lançou Malandro é Malandro, Mané é Mané. Com o seu senso de humor característico ele vem com músicas como "Tem Coca aí na Geladeira".

No cenário pop, Pet Shop Boys lança uma edição especial do último grande sucesso, Night Life "Extra". Com alguns remixes para completar o álbum original. E Madonna, que é tão pop quanto rock (já dizia Renato Russo e Lobão, ou seria Cazuza?), lança Music, disco com temática country e mais uma moda divergindo da tendência.

Indo para o rock, David Bowie (sempre presente nas listas), lança um álbum chamado Duos, onde interpreta seus clássicos fazendo dupla com outros artistas - como a versão de Halo Spaceboy com o Pet Shop Boys. Além de Duos do Bowie, outras duplas foram formadas como Black Crowes & Jimmy page com as gravações de músicas do Zeppelin no álbum Live at the Greek e Eric Clapton e B.B.King, brincando - mais blues do que nunca - com o rei no excelente Riding With the King.

All That you Can't Leave Behind, com o sucesso "Beautiful Day", fez muitas pessoas dizerem que o U2 estava retornando as suas origens. Um lançamento "atrasado" foi o ao vivo Is There Anybody Out There?: The Wall - gravação do show da turnê do The Wall do Pink Floyd de '80 e '81. Outro ao vivo atrasado foi o Live do Alice in Chains, que trazia gravações de shows que acontecerem entre '90 e '96.

Das bandas de Seatle, após muitos anos sem gravar nada novo, Pearl Jam surge com o aguardadíssimo álbum Binaural, que resoltou em diversos lançamentos de álbuns ao vivo com gravações de acordo com os locais da turnê.

Como último álbum de estúdio AC/DC lança Stiff Upper Lip, com a ótima "Satellite Blues" (dizem que esse ano terá coisa nova da banda). Ainda no cenário do Rock mais pesado, Iron Maiden manda Blaze Bayley passear após o frustrante X-Factor e retorna com Bruce Dickinson e Adrian Smith com o Brave New World.

O rock e as misturas musicais traziam coisas novas, como o segundo álbum da banda White Stripes, De Stijl (último disco antes de estourar nas paradas) e a união de dois músicos cubanos com outros dois rappers, nos trouxe Orishas e o disco de lançamento da banda A lo Cubano (na minha opinião o grande lançamento do ano).

Para encerrar, voltando ao Blues, Etta James traz grandes interpretações, como a de "Try a Little Tenderness" e "Miss You" no álbum Matriarch of the Blues.

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Terça-feira, Março 20, 2007

1991

Continuando com a brincadeira de ouvir músicas por ano.

Escolhi 1991 por um simples motivo. É um tabu. Se qualquer pessoa falar desse ano, sem idolatrar o movimento "Grunge" e principalmente o Nirvana - consequentemente a Kurt Cobain - as pessoas ao redor se destemperam e começam a repetir frases ditas desde aquela época: "- O Nirvana ressuscitou o Rock" (ou salvou, resgatou... escolha o verbo), e por aí vai...

Dessa vez foram muitos discos e artistas, por isso não vai dar para escrever em parágrafos e por isso terei que listá-las.

01. Bezerra da Silva, Partideiro da Pesada - lançamento da clássica "Sequestraram a Minha Sogra";

02. Legião Urbana, V - álbum que trazia "Metal contra as Nuvens"

03. Titãs, Tudo ao Mesmo Tempo Agora - último álbum com a presença de Arnaldo Antunes na banda;

04. Paralamas do Sucesso, Os Grãos - considerado como o primeiro fracasso da banda, embora tenha tido três grandes sucessos;

05. Tin Machine, Tin Machine II - último álbum desse projeto do David Bowie;

06. Pet Shop Boys, Discography - talvez a coletânea de maior sucesso da dupla;

07. Dire Straits, On Every Street - com a forte Calling Elvis;

08. Mr. Bungle, Mr. Bungle - projeto extremamente alternativo e paralelo de Mike Patton, que assinava esse trabalho como Vlad Drac;

09. Living Colour, Biscuits - não tão idolatrado como o anterior Time's Up (que rendeu Grammy de '90 para a banda);

10. Queen, Innuendo - o álbum que trouxe "The Show Must Go On" dispensa comentários;

11. Ramones, Loco Live - ao vivo que colocou a banda de volta nas paradas;

12. Red Hot Chilli Peppers, Blood Sugar Sex Magik - colocou a banda em contato com a massa;

13. R.E.M., Out of Time - considerado por muitos como um dos discos mais importantes da música pop/rock dessa década;

14. Rush, Roll the Bones - considerado por alguns fãs como o álbum mais rock da banda desde 1984 (vale muito ouvir "The Big Wheel");

15. U2, Achtung Baby - disco que marca uma mudança na carreira e identidade da banda;

16. Metallica, Metallica - o conhecido como "álbum preto" por alguns é considerado como o último bom trabalho da banda e por outros tantos como o primeiro disco pop - e início da queda - da mesma;

17. Van Halen, For Unlawful Carnal Knowledge - álbum que rendeu dois Grammys para a banda;

18. Faith no More, Live at Brixton Academy - grande "ao vivo", com a presença de palco e interpretações que eram possíveis somente com Mike Patton;

19. Eric Clapton, 24 Nights - álbum gravado durante 24 noites no London's Albert Hall;

20. Alice in Chains, Facelift - eu sei que esse álbum foi lançado no final de '90, mas só veio a estourar em 91 - com a "Man in the Box" tendo ocupado a primeira posição das paradas por um bom tempo;

21. Nirvana, Nevermind - disco que trazia três músicas que viriam a estar entre as músicas mais tocadas por todo ano ("Smells Like Teen Spirit", "In Bloom" e "Come as You Are");

22. Pearl Jam, Ten - álbum que colocou a banda nas paradas de sucesso e trouxe os clássicos mais ouvidos do grupo;

23. Soundgarden, BadMotorFinger - disco que trouxe comparações entre a banda e o clássico Black Sabbath;

Essa lista acima me mostra que o movimento "Grunge" tem todo o mérito em ser uma evolução do rock original e expressiva. Embora a mídia tenha recebido melhor o Nirvana na época, Pear Jam mostrou com o tempo ser a banda com a melhor base do movimento.

Sobre o mérito de ter salvo o rock, essa mesma listagem me mostra que o rock em nenhum momento precisou ser salvo. Talvez no cenário pop que na época degustava coisas bastantes produzidas e industrializadas. Mas para quem soube procurar, o rock de verdade sempre esteve lá.

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Sexta-feira, Março 09, 2007

A Trilha Sonora do Theo

No começo ele acalmava ouvindo a mãe cantar "O Sapo Cururu", mas essa onda muito infantil já passou. O som da época agora é outro.

Gosta de tomar banho ao som de "Spyro Gyro" de Jorge Ben Jor. Assisti o papai trabalhando ouvindo "Os Saltimbancos" do Chico Buarque, mas não inteiro, depois da música da gata fica meio chato e quer sair do escritório.

As vezes, se pega ouvindo com o papai um tal de Pink Floyd, David Bowie ou o Ramones, que me faz vestir essa camisa. Na hora de dormir gosta muito de Oliver Shanti e sua série de "Tai Chi" ou Loreena McKennit e suas músicas celtas.

De vez em quando escuta a Arca de Noé do Vinicius de Morais. Mas isso é bastante raro, assim como o MPBaby dos Beatles ou a coleção Disquinho.

Mas na verdade, se acalma bastante, tanto quanto se diverte, ouvindo "Fico Assim Sem Você" cantada pela Adriana Calcanhoto do disco Partimpim. Principalmente quando é na voz da mamãe (isso mostra que ele pode ter talento para a música, porque eu cantando para ele, não surte efeito positivo).

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Terça-feira, Março 06, 2007

Keep on Truckin' ...

"Eu adoro música. No entanto, não sou um grande músico. No máximo, arranho um banjo ou um violão. Para mim a música é o maior dos prazeres, junto com o sexo. Mais do que a arte, admito. (...)" (Posfácio do Autor)

Essas linhas acima são as primeiras linhas das últimas páginas desse Blues, escrita e desenhada por Robert Crumb. Já falei do seu traço único e nervoso, seus quadros cheios de detalhes e seu forte senso crítico. Já até mencionei o fato dele ser um grande fã de música. Mas não esperava encontrar nesse álbum, um dos grandes trabalhos já feitos em quadrinhos.




Sobre esse livro você precisa saber algo muito importante, leia ouvindo Blues. Caso você não tenha nenhum Charlie Patton (recomendado por Crumb), coloque para tocar um B.B.King, Buddy Guy ou Etta James. Eu não fiz e mesmo assim li como se pudesse ouvir as músicas em minha mente.

Crumb navega pela história da música norte americana, trazendo as lendas, mitos e o espírito da década de 20 até a música atual (nesse caso em forma de protesto). Através de seus quadros ele consegue passar com perfeição o clima de boêmia, expressão, sentimento e dor do Blues.

Além disso, o álbum da Conrad (capa dura), traz algumas capas de discos e cartazes de shows ilustrados por Crumb (alguns da sua banda), simplesmente geniais.

Bom, agora vou colocar um som e reler as melhores partes.


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Segunda-feira, Março 05, 2007

1986

Gostei da brincadeira. Ouvir as músicas pelo ano está começando a se tornar um hábito. 1986 foi escolhido por ter sido o ano em que fui no meu primeiro show. A turnê do Cabeça Dinossauro dos Titãs, álbum com os clássicos "Porrada" e "Polícia".

Também foi nesse ano, que acompanhado pelo meu pai, escolhi o meu primeiro vinil. Graças a capa esse foi o meu primeiro disco de Heavy Metal. Antes de completar dez anos pude ouvir músicas como "Wasted Years", "Stranger in a Strange Land" e "Alexander the Great" do Somewhere In Time, sétimo álbum do Iron Maiden.

Mesmo após 16 anos da sua morte, os detentores dos direitos autorais de Hendrix colocam no mercado um dos grandes álbuns ao vivo, Live at Winterland. Outro grande sucesso desse ano foi A Kind of Magic do Queen, com as músicas "Who Wants To Live Forever" e a própria música título. No mesmo ano, "a rainha" lançou o ao vivo Live Magic.

Já os punks Ramones, lançaram Animal Boy, álbum que trazia "Something to Believe In" e "Somebody Put Something in my Drink". Com menos sucessos e um disco um pouco mais calmo, os Stones apresentam Dirty Work, tendo a balada "Sleep Tonight" como elemento de sucesso.

Dentre as bandas do rock gritado, AC DC lançou o grande Who Made Who com uma das guitarras mais marcantes da banda tocada em "You Shook Me All Night Long" e "Hells Bells" com a sua introdução de sinos soturnos.

A banda que alcançaria o grande sucesso somente em 1991, lançou nesse ano seu quarto disco. Life Rich Pageant do R.E.M. apresenta músicas que já apontam seu estilo marcante como a um pouco inocente Hyena e a forte Just a Touch.

New Order lança o seu quarto disco e um dos que obteve o maior sucesso, Brotherhood vem com a famosa "Bizarre Love Triangle" e a ótima "Weirdo". Ainda na cena pop/dance o berço da música eletrônica continua com o primeiro álbum de remixes do Pet Shop Boys, Disco. Trazendo as inéditas "Paninaro" e "In The Night". Enquanto David Bowie lança Labyrinth, a trilha sonora do filme no qual ele também atua.

Voltando ao cenário nacional, Jorge Ben lança Ben Brasil, com o maior sucesso desse álbum "Roberto Corta Essa". Legião Urbana nos apresenta Dois, um de seus discos de maior sucesso que fez, provavelmente, todo o Brasil cantar "Eduardo e Mônica" e "Índios". E o grande Bezerra da Silva nos apresenta Alô Malandragem, Maloca o Flagrante. Esse álbum lançou o seu maior sucesso "Malandragem dá um Tempo".

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Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007

Intocável

Em anos, esse foi o primeiro Oscar que assisti sem ter visto nenhum dos filmes que estavam concorrendo. Então assisti meio desanimado, "zapiando" bastante, e esperando que algo bastante divertido acontecesse.

Mais por simpatia ao ator, do que por qualquer outro motivo, fiquei um pouco chateado do Eddie Murphy não ter levado a estatueta.

O que me fez ir dormir mais cedo foi o anúncio da apresentação da Celine Dion. Não sei porque Hollywood gosta dela, deve ser algo que só nos bastidores deve ser conhecido. Sei lá, vai que ela é daquelas personalidades muito gente boa e simpáticas que rondam a industria, meio que Meg Ryan.

Meu susto foi descobrir hoje de manhã a "grande" homenagem que foi feita ao Enio Morricone, autor de trilhas sonoras de filmes como "Os Intocáveis", "Era uma vez no Oeste", "Três Homens em Conflito (The Good, The Bad and the Ugly)" e "Cinema Paradiso". Ele ganhou o Oscar pelo cojunto da obra, muito merecido, afinal faz trilhas sonoras desde 1961 (!!!). Agora, colocar a Celine Dion para homenagea-lo, é um pouco fora de tom, não?

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Sexta-feira, Fevereiro 16, 2007

1967

Tudo começou com uma brincadeira, fui ver o que diversos artistas estavam fazendo em 1967. O ano foi uma escolha meio que aleatório, só por causa do primeiro álbum do David Bowie. Acabei descobrindo que nesse ano, além dele outros tanto lançaram seus primeiros álbuns.

David Bowie inaugura com o álbum de mesmo nome e suas primeiras experiências como Uncle Arthur, Rubber Band e Please Mr. Graveddiger (música em que ele canta como se estivesse gripado e na chuva). O mesmo psicodélico ano comportou The Pipers at the Gates of Dawn, primeiro álbum do Pink Floyd, com a ótima faixa Lucifer Sam. Ainda dentre os psicodélicos o lançamento da "nova" banda de Jimi Hendrix, com Are You Experienced?, tendo os clássicos Purple Haze, Hey Joe e Foxey Lady.

The Doors também saía das gravadoras, com o álbum que carregava seu nome e as músicas que mais tarde foram agrediar aos pais e se tornar hinos para muitos jovens como Break on Through, Alabama Song, Light My Fire e The End.

Fora do circuito dos músicos de língua inglesa, vem da Jamaica um ritmo ainda comercialmente desconhecido, Bob Marley lança Keep on Skanking com músicas as quais mais tarde foram revisadas pelo próprio como All in One e Satisfy My Soul Babe.

Embora não seja o primeiro álbum, Rolling Stones lançou nesse ano três discos (dois com músicas inéditas e uma coletânea de lados B). Between The Buttons, com Let's Spend The Night Together e Ruby Tuesday, Flowers (a coletânea considerada por muitos a melhor) e Their Satanic Majesties Request (considerados por tantos outros como o melhor álbum da banda), pois tinham músicas como a psicodélica e hipnótica Sing All Together, In Another Land e She's a Rainbow.

Enquanto isso no Brasil, Chico Buarque de Hollanda lança Vol. 2, com a Noite dos Mascarados e Quem te viu, quem te vê.

Eu sou do tipo de pessoa que gosto dos dias em que vivo. As vezes gostaria de viver bastante ao futuro ou a um passado inalcançável, mas no geral estou muito satisfeito com 2007 e os meus 30 anos. Mas com certeza, depois dessa ficha ter caído pra mim, gostaria muito de poder voltar e viver 1967, para descobrir esses álbuns com tudo que eles trouxeram de novo.

Sei que deixei muita gente de fora dessa lista, mas a medida que for lembrando (ou vocês me apontando) vou prestar atenção aos detalhes.

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Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007

Qualquer

Pra mim esse cara aí do lado sempre foi um grande chato. E a medida que os anos foram passando, foi se tornando ainda mais chato.

Depois que saiu dos Titãs, sua carreira solo aos poucos foi me angustiando mais. Então veio os Tribalistas, a combinação de um grande talento com um mala e um desequilibrado (eu sei que o grande talento é a Marisa Monte).

E agora no lançamento do CD "Qualquer", vejo uma matéria sobre ele na Revista do jornal O Globo. Ele é a capa. E dentro uma babação sobre o artista que apenas transparece a sua genialidade, tem depoimentos até mesmo de reais gênios como Pedro Luís e Paulinho da Viola.

Então, para homenagear esse que ainda considero um chato de galocha, um trocadilho com a chamada de capa ao tom de Arnaldo Antunes.

És tu o Gênio Primitivo
És tu tão primitivo quanto involuído
Em estado bruto te encontramos e
tu te manténs.

És tu aquele que segue tua estrada intimista
Intimista e instropectiva, entre tu, o palco e poucos

És tu que de alguma forma surpreendente
Surpreende ao alegrar o carnaval dos desesperados

És tu, Arnado. Somente Arnaldo Primitivo.
Em tempo, és tu... chato pra cacete.

A capa da Revista é "O Gênio Primitivo (isso pode significar o elo perdido?). Arnaldo Antunes, ídolo de artisitas como Paulinho da Viola, faz turnê intimista (isso pode significar vazia?) e ao mesmo tempo anima os carnavais de Recife e Salvador (o que isso pode significar?)." Agora eu pergunto, o editor da revista é muito espiríto de porco em publicar uma chamada dessas cheias de duplo sentido? Ou alguém realmente consegue imaginar Arnaldo Antunes animando um carnaval?

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Terça-feira, Janeiro 09, 2007

A trilha sonora do dia

Esse negócio de trabalhar em casa, com todo o meu acervo de músicas, está sendo ótimo. Hoje por exemplo passei o dia inteiro trabalhando e ouvindo um sonzinho. Ao total já rolaram nove horas de músicas.

Divididas entre Jorge Ben, Legião, Chico, Planet Hemp, Rappa, White Stripes, Pearl Jam, David Bowie, Red Hot, Seu Jorge,Pink Floyd, Ramones, Arcade Fire e outros, elas marcaram o meu ritmo e o mais divertido é que as músicas realmente coinscidiram (ou propiciaram) com o clima do momento.

Realmente a vida, a cada dia, tem a sua trilha sonora. O que será que vou ouvir amanhã?

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Sexta-feira, Novembro 12, 2004

AH! Se não fossem as pequenas diferenças.

Tudo indicava que era um show de metal pesado. A platéia era composta muito mais por homens do que por mulheres, a expectativa das pessoas aguardando o grande começo, algumas conversando, outras ao chão apenas esperando, os aplausos pro “roadie” que veio mexer no microfone (como se ele fosse um membro da banda), aqueles que se levantavam a cada entrada da vinheta do festival (pensando: “agora vai começar”) e por aí vai. Tudo muito parecido com um show de metal. Até as pequenas diferenças começarem a aparecer.

Em um show de metal, o público vibra como se estivesse socando o céu, nesse, o público bailava os braços para um lado, para o outro e para o um. Durante o espetáculo metaleiro, os gritos de guerra são oxítonos, independentemente do nome da banda a última sílaba será tônica, nesse, embora o primeiro nome da banda terminasse em T, nos gritos era incluído um X ao final.

Quando palheta, baqueta, lenço ou camisa é jogado no primeiro show, é garantia de uma breve pancadaria ilustrada por socos “mata-cachorro”, no segundo, foi um método pacífico de puxa-puxa, onde alguns queriam e ficaram por muito tempo puxando pedaços de camisa, tentando salvar ao menos uma tira. E para completar, no primeiro, o público não dá “tchauzinho” para a banda.

Mas independentemente das pequenas diferenças, foi um show muito bom. Tocaram os clássicos, os fãs alucinaram e quem não é fã (meu caso), saiu sem ter tido a noção de perda de tempo e que valeu o divertimento.

Próximo post: “não sabia que São Paulo era assim...”.

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Quinta-feira, Outubro 07, 2004

Redescobrindo o Camaleão

Graças ao advento da banda larga, agora instalado também no meu lar, estou podendo explorar um pouco mais esse recurso, a tal da internet. Ando fazendo alguns downloads de músicas, e voltei a baixar algumas faixas do Camaleão, David Bowie.

Está sendo muito gratificando ouvir faixas como "Man Who Sold the World" e "Space Oddity". Ainda com sua fase insana e marcada pelas ondas do início da década de 70, Ziggy Stardust, mostra-se a atemporal.

Com esse post, aproveitei para atualizar as dicas ao lado. Em outros comentarei os motivos das devidas recomendações. Entretanto anotem: vale redescobrir o camaleão!

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Terça-feira, Julho 22, 2003

O som do trabalho.

Olha eu, mais uma vez, fazendo algo que achava bobagem e por isso nunca faria.

Depois de fazer o meu Blog, tentei resistir mas quase me sinto obrigado a falar sobre música para se ouvir em alguns momentos e que estou ouvindo agora. Bem, não imaginei que Belle e Sebastian e Billie Holiday pudessem combinar e formar uma ótima trilha sonora pra acompanhar horas de trabalho de precisão. Está aí a dica.

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