Quarta-feira, Maio 28, 2008

Aproveitando espaços

Começou assim, recebi uma mensagem errada via msn do camarada Rodrigo Müller, falando que era muito mais barato comprar um terreno bem pequeno, containers e então construir sua casa.

A princípio achei engraçado e ele me apresentou esse projeto ao lado. Criado pelos arquitetos belgas que formam o escritório Sculp(it), eles conseguiram aproveitar um beco, empilhando 4 containers, cada um com uma função clara, unindo todos por uma escada espiral até a banheira da cobertura em céu aberto, resultando em uma moradia/escritório de 240 m2.

A estética ficou legal, a idéia é legal, é de baixo custo, de rápida produção e uma boa opção para começar uma vida. Me lembrei da frase do Jaime Lerner (ex-prefeito de Curitiba): "Criatividade começa cortando um zero" (algo assim).

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Quarta-feira, Maio 21, 2008

Lego Art

Sei que não é novo, mas foi a primeira vez que vi e achei muito interessante. O artista Nathan Sawaya faz escultaras como essa ao lado, somente usando peças do Lego. Da uma olhada nessa matéria do arquivo da CNN.

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Sábado, Maio 10, 2008

Pra ela.

Eu e o Theo dedicamos essa música pra ela.

Come on, come on,
Come on, come on
Now, touch me, babe.
Can't you see that I am not afraid?
What was that promise that you made?
Why won't you tell me what she said?
What was that promise that you made?

I'm gonna love you
'Til the heaven stops the rain.
I'm gonna love you
'Til the stars fall from the sky
For you and I.

I'm gonna love you
'Til the heaven stops the rain.
I'm gonna love you
'Til the stars fall from the sky
For you and I.

The Doors

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Segunda-feira, Maio 05, 2008

O papel da imprensa

Sou casado com uma jornalista, a maioria dos meus amigos mais próximos são jornalistas, alguns trabalham em redações, outros em assessoria de imprensa e uns poucos longe da imprensa quente, mas como redatores ou tradutores. Não só pra mim, mas para quase todos eles, existe uma certa indignação com o papel que a imprensa tem prestado.

Fico muito incomodado ao perceber que as notícias do caso Isabella e do austríaco que prendeu a sua filha por 24 anos é repetido em todos os jornais. Eu já me perguntava qual era a objetivo e função dessa repetição, então veio o caso do nosso "embaixador" da Unicef. E os outros ficaram um pouco mais apagados.

Assim, infelizmente, só posso realmente concluir que embora vivemos em um mundo da hyper comunicação, extremamente dinâmica, já que podemos saber hoje a tarde o que aconteceu no Vietnã na hora do almoço, a imprensa mostra-se fraca em cumprir o seu papel como veículo de informação e coloca todas na mesma linha de "Contigos" e "Caras" com diferentes apelos editoriais, mas sempre sensacionalista. As vezes muito bem disfarçada.

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Quarta-feira, Abril 16, 2008

David Lachapelle

Está ocorrendo até o dia 04 de maio, no espaço Oi Futuro (ali entre o Largo do Machado e o Catete), a exposição "Heaven to Hell - Belezas e Desastres" de David Lachapelle.

Eu não conhecia o fotógrafo, que é conhecido por beirar o surrealismo com os seus trabalhos. Nessa exposição percebi mais uma veia pop do que surrealista. Com produções, iluminações e conceitos muito bons os trabalhos de Lachapelle se destacam de tantos outros no mercado pop/mtv de hoje em dia. Não é a toa que ele já fez diversas capas da "Rolling Stones" e está entre os preferidos de celebridades internacionais, como Madonna.

A exposição é curta, muito curta, mas é boa. Começa com "retratos" de celebridades como esse da Angelina Jolie e segue para outros temas. O melhor trabalho na minha opinião é a "Casa do fim do mundo", simplesmente genial.

Aqui vai o site oficial do artista e o site do Oi Futuro.

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Quarta-feira, Abril 09, 2008

As listas que nunca fecham

Estava em uma festa quando foi levantada a pergunta sobre os top 5 filmes de cada um. De bate pronto disse uma lista:

1. Silêncio dos Inocentes;
2. Beleza Americana;
3. Um Sonho de Liberdade;
4. Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança;
5. Pulp Fiction ou Cães de Aluguel;

Na minha opinião é uma lista boa, mas depois, a caminho de casa percebi que essa lista está completamente diferente de outra que já fiz do mesmo tema, que tinha Ben-Hur; Pink Floyd The Wall; O Poderoso Chefão... Então percebi que existem listas que nunca irão fechar, minha top 5 listas que nunca fecharão:

1. Melhores filmes;
2. Melhores músicas;
3. Melhores quadrinhos;
4. Melhores bandas;
5. Melhores posições sexuais;

Essa eu acho que fica fechada.

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Sábado, Abril 05, 2008

Fachada reformada

O layout desse blog existe, exatamente assim, desde fevereiro de 2003. Já tem algum tempo que eu quero mudá-lo, mas o resultado de não saber exatamente o que eu mudaria, a grande preguiça de mexer em algo que me atende muito bem e por final a falta ocasional de tempo para fazer esse tipo de coisa, resulta na grande procrastinação. Mas, tomei um pouco de vergonha na cara e dei uma leve mexida, suavizei as bordas pretas, colocando um cinza claro e aumentei a largura das colunas. Espero que agrade.

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Sexta-feira, Abril 04, 2008

Últimas Ceias

Pedro, um camarada das antigas, deu a dica de um blog que está listando várias últimas ceias. Achei o tema ideal para a Semana Santa, pena que ela já passou e não foi em tempo. Mas, como sempre nesse blog, antes tarde do que nunca. Duas das quais eu mais gosto:

A Última Ceia dos Sopranos. Adoro essa série e os personagens estão muito bons nessa foto, principalmente a velha Lívia como Judas.

Clássico chama clássico e nunca poderia faltar a versão de Guerra nas Estrelas.

Existem muitas outras, para todos os gostos, que estão sendo exibidas nesse blog.

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Sexta-feira, Março 28, 2008

The American Way of Thinking

Ou: Como uma maneira de pensar leva uma nação a ser violenta.

Responda rápido: o que você acha e pensa dessa capa?

Agora, depois da sua primeira reação vou contar um pouco da história. Essa é a primeira capa da Vogue com um negro, demorou, mas saiu. É uma capa sobre auge da carreira e forma. O que tem de errado nisso? Nada, né?

Não para os americanos. Uma parte da população está gerando polêmica em torno dela, estão dizendo que é racista e deprecia a imagem do povo negro, pois comparam a posição de LeBron com o King Kong de 33. Por favor, nos poupe.

Na minha humilde opinião, se a referência ao clássico foi proposital, achei ótima. Finalmente conseguiram um par para fotografar com a Gisele que a transforma em pequena e indefesa, quebra um pouco a imagem de divindade dela. Em segundo lugar, a expressão de LeBron está perfeita de acordo com sua profissão.

O que me preocupa é o "puritanismo" de uma nação que recalca diversas imagens e opiniões a ponto de julgar preconceituoso e politicamente incorreto qualquer fato que se aproximar de tais recalques. Isso me recorda uma conversa que tive com uma conhecida N.Y., quando ficou claro que as pra ela, inconscientemente, as características do negro - como os lábios grossos - são defeitos, e não características.

Mais uma vez, na minha opinião, tal recalque eleva o inconsciente do povo a um estado de alerta e desconforto que notadamente gera intolerância que pode acabar resultando em atos de violência.

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Terça-feira, Março 18, 2008

Revelações 01:02 - Fila de supermercado

Fazendo compras, em um mercado lotado, com todo mundo de carrinhos cheios, paro em uma fila no meio de dois casais. Sozinho como eu estava, só me restava observar e rir.

O casal da frente, bem acima do peso, começou a colocar as compras no caixa. Queijo prato, queijo cheddar, queijo bola, presuntos, carnes, carnes, carnes, massa, mais massa, muita massa, temperos, biscoitos... aí vem a dor na consciência, Ades, Coca-Cola Zero...

O casal de trás, mulher com um pouco mais de 40 anos, esbelta toda em cima, o homem um cara que deve praticar atividades físicas regulares. No carrinho tinha: queijo branco; pão integral; aves; peixes; frutas; verduras...

O casal da frente, namorava, ria, brincava um com outro, trocavam carinhos.

O casal de trás, mal se tocavam, consegui ver o carrinho inteiro pelo simples fato da mulher ficar remexendo tudo que estava lá, ficava repassando com o marido tudo que precisavam comprar e fazer ainda, extremamente controladora e paranóica com o que compravam.

Resultado, como é bom estar bem consigo, né?

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Sexta-feira, Novembro 23, 2007

Eu já fui um viciado

Dediquei horas a isso, por vezes perdi a noção do que estava ocorrendo ao redor. Quando ficava sem, sonhava com tudo em torno disso. Mas abandonei o vício, minha vida voltou ao normal e posso encarar tudo ao redor com um olhar mais lúcido, mais sóbrio seria o termo correto. Mas não é por isso que deixei de me divertir ao assistir esse comercial para essa droga:

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Sexta-feira, Agosto 24, 2007

Blogs em alta

A Nissan está vindo para o Brasil com uma força de divulgação bem interessante. Primeiro foi o lançamento do Nissan Sentra, com o The Uncle's e a campanha onLine "Saia do Quadrado".

Agora eles lançaram o Tiida, apelidado por mim carinhosamente de MaTiilda. E como lançamento criaram a campanha "De dentro pra fora", uma idéia ótima para atingir um público bem segmentado. E para completar a ação, a campanha on-line foi a criação de um Blog chamado Lounge Tiida, onde os autores são Ed Motta e João Marcello Bôscoli, falando sobre música, cinema, literatura, quadrinhos, viagens, culinária e qualquer coisa pessoal. Um golaço, passei a visitar o blog constantemente.

Além disso, Blog virou tema da campanha do Estadão, na verdade o mesmo tenta depreciar a credibilidade dos blogs para poder levantar a sua. Pra mim é patético ver um jornal como o Estadão brigando contra um canal extremamente pessoal. Bola fora.

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Terça-feira, Julho 24, 2007

Não voe por Congonhas

Embora eu não esteja mais viajando tanto para Sampa, vale aderir a esse movimento. Após o acidente eu fiquei sem palavras. Essa campanha é uma atitude na qual eu acredito. Afinal de contas, na altura do campeonato, não foi apenas um erro, foi a soma de todos eles.

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Sexta-feira, Julho 06, 2007

As "celebridades" e as primeiras páginas

Começa com o mexicano ultrapassando o nerd americano na corrida do homem mais rico do mundo. A humildade mexicana não permitiu que ele comemorasse e apenas declarou que "não tem o hábito de contabilizar sua riqueza". Claro, contar até 67.8 bilhões dá um trabalhão.

Ainda sobre fortuna, como se não bastasse ganhar 1 milhão do BBB, o Alemão vai receber do Lula 1.6 bilhões para reformar a casa. Ah! Não é esse Alemão? Então tá, acredito.


Atores da "novela" Malhação se sentem excluídos de sua galera e vão parar na cadeia acusados de agredir travestis e roubar, eu disse roubar, uma prostituta, após ter levado todas (os) ao Vip's. O curioso foi levar prostituta da Av. Atlântica ao Vip's e depois ainda querer roubar a bolsa dela. Melhor é a declaração que os "travestis eram idênticos a mulheres". Então tá, acredito.

E a ex-do-pagodeiro-modelo-e-atriz que está sendo acusada de envolvimento com o tráfico. O ex dela estava envolvido e foi preso, ela fez visitas e então uma denúncia anônima informou que ela levava drogas para dentro presídio. Considerando que a denúncia é verdade, como fica a declaração dela de quando fazia suas visitas entrava em fila e era revistada como qualquer pessoa normal? Claro que só pode ser perseguição, como ela mesma disse: "Só estão fazendo isso porque é a Viviane e não a Maria da esquina." Então tá, acredito.

Começo a sentir saudades da Luana e do Caetano que arrumou um jeito bem discreto para dizer a todos que pegou a loira: "Nunca faria uma música para uma mulher com a qual nunca tive nada." E não era que a música era pra ela mesma?

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Quinta-feira, Abril 19, 2007

Vidas e Imagens

Vi pelo blog do meu amigo Maurício Santoro uma dica para o Vidas e Imagens, blog sensacional que com um olhar mais observador e maior desenvoltura entrevistas e fotografa as reais celebridades desse país. Coloquei o link aí do lado e vou passar a visitar sempre que puder.

Fiquei muito impressionado com o blog porque quando eu criei esse blog, eu tinha a idéia de escrever mais sobre a vida, o cotidiano e as pessoas. O rumo "editorial" acabou mudando para várias coisas, mas o principal acredito ter sido por uma timidez de me aproximar das pessoas e ouvir a história delas. Parabéns ao autor Ricardo Monteiro, que superou essa timidez e nos traz essas pessoas.

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Quarta-feira, Abril 11, 2007

Heroes na real

O cara do vídeo aí de baixo é um inglês chamado Stephen Wiltshire, mais conhecido como "A câmera humana". Ele faz um passeio de 45 minutos de helicóptero sobre Roma e nos próximos três dias realiza uma ilustração panorâmica de tudo que a mente consegue lembrar. Se isso não for um talento especial bem ao estilo de "heroes", não sei mais o que pode ser.

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Sexta-feira, Março 23, 2007

Corta papo

Estava eu a caminho do centro do Rio. Peguei um metrô e quando eu ando em coletivo curto observar as pessoas. Sentei em frente a um homem e uma mulher, que não se conheciam, a mulher tirou da bolsa uma pasta e começou a mexer na papelada.

Olhando para a papelada e de vez enquando olhando para o homem ao seu lado começou a reclamar. Das contas, das cobranças indevidas, do governo, do crime, do filho e de tudo que tinha que fazer no centro da cidade. Da estação Botafogo até a Glória ela não parou de reclamar.

Na Glória, a glória, o homem sem pestanejar, olha para a mulher e diz: "Senhora, só defunto não tem problemas, não concorda?".

Pronto. Fim de papo.

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Segunda-feira, Março 12, 2007

Memória física

Na mais básica e honesta conversa de botequim, aquela que acontece entre dois estranhos, acabei descobrindo que o Carlitos, tradicional bar da boêmia carioca fechou. Ficava localizado em frente ao Teatro Rival, na rua Álvaro Alvim, no para os íntimos: "Beco da Cirrose".

O Carlitos era famoso por suas batidas e um ótimo chopp da Brahma. Na verdade o clima que era seu grande potencial, pessoas que saiam do trabalho, sambistas, e aqueles que iriam para o Rival faziam o aquecimento ali. Eu por diversas vezes ao sair do trabalho, em uma quinta ou sexta-feira, fiz uma parada de dois ou três chopps.

Como a obra de Eisner que fala da memória física das cidades onde edifícios, lojas, praças que a medida que o tempo passa vão sendo destruídos ou reformados e como fragmentos do passado começam a viver somente nas lembranças das pessoas, até que caiam no esquecimento e se tornam lendas urbanas. O Carlitos se vai.

No lugar do bar será aberta uma agência da Caixa Econômica Federal (foi o que me disseram). Uma pena, as próximas gerações não conhecerão esse lugar.

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Quinta-feira, Março 01, 2007

Eu detesto quem fala "axin"

Se você também detesta, deve se indignar tanto quanto eu ao ver que o canal Telecine tem dentro de sua programação um horário reservado para o "Cyber Movie". Onde a legenda é escrita "axin".

Isso na minha opinião não é nada mais nada menos do que um deserviço, talvez até pior, seja uma irresponsabilidade social. Enquanto diversas empresas estão preocupadas em como sua instituição pode ajudar as pessoas, colocar legendas escritas com vícios de linguagem e erros não pode ser algo responsável.

Isso me irrita tanto, que quando vejo que um filme está legendado dessa maneira, eu troco de canal, mesmo sendo o meu filme preferido. Me ofende. Não entendo quem pode ter sido o responsável por esse "golpe" de marketing. E como isso pode atrair o público. Quer fazer algo "cyber"? Abra espaço para comentarios durante o filme (moderado para evitar que algum espírito de porco conte o final). Através de SMS, sala de bate-papo, e-mail. Ou seja, todos os formatos multimídias. Mas não ofenda o telespectador.

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Domingo, Fevereiro 25, 2007

Revoluções

Há mais de um mês, eu e Lelê e depois uns amigos estávamos conversando sobre as mudanças da internet. E chegamos à conclusão que enquanto no século XVIII o homem viveu a revolução industrial, nós no início do século XXI estamos vivendo uma revolução intelectual.

Mudanças nos nossos hábitos, onde passamos a assistir vídeos pelo YouTube, navegamos por Fotologs, buscamos informações no Google e na Wikipédia e por fim, encontramos pessoas pelo Orkut, Msn, Skype e afins. Quando a imagem de uma pessoa é afetada por um vídeo que escapou para a Web, quando o "jornalismo cidadão" é exercitado nos blogs, quando podemos compartilhar nossas composições, autorias e principalmente opiniões, nós estamos gerando a chamada Web 2.0.

Essa revolução nos dá liberdade, mas nos faz repensar sobre direitos e deveres. Até onde podemos ir? Onde invadimos os direitos alheios? E talvez o mais importante, quem passa a deter os direitos da informação? Espero que ninguém.




O vídeo acima do Michael Wesch, professor assistente de antropologia cultural da universidade do estado de Kansas.

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Sexta-feira, Fevereiro 16, 2007

Dias para arrumar tudo

Não sou muito de ficar arrumando as coisas. Trabalho na boa e velha zona-organizada. Mas recentemente tenho curtido esse lance de arrumar, comecei pelo meu armário - logo por onde, né? - e pude ver a quantidade de espaço útil que eu estava perdendo.

Depois, fui arrumar esse blog, atualizei a versão do Blogger, os arquivos - detestava aquele formato de semanas - atualizei os links e dicas ao lado. Isso foi muito divertido, por que pude observar que tem gente que vai todos os dias ao curso de madrinha (isso é uma madrinha dedicada), que no Clube da Luta só toca uma música (e ela é meloza) e que ninguém teve coragem de acordar o cara, ele continua sonhando. Aproveitei e coloquei vizinhos que estava para colocar há muito tempo e só agora parei para fazer.

Agora, a onda é arrumar o meu escritório. Esse bando de coisas nas minhas prateleiras estão se mostrando cada vez mais inúteis e quero ver espaço limpo. Vou aproveitar para arrumar o máximo que puder enquanto estou nessa pilha.

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Quarta-feira, Janeiro 17, 2007

Meus sete pecados

Não existe ser humano que não cometa os setes pecados. Podem existir até aquelas pessoas que digam: “Eu não sou preguiçoso”. Mas, isso não quer dizer que eventualmente elas não cometam o pecado da preguiça. Por isso, resolvi refletir sobre cada um e identificar quando os cometo com mais frequência.

Avareza – quando vejo aquela edição especial de determinada história, filme, cerveja ou item que em breve se tornará muito raro. Tê-lo se torna o fim para diversos subterfúgios a serem aplicados;

Soberba – diretamente relacionado com o anterior, a soberba explode em minha vida quando faço questão em dizer, mostrar ou mesmo servir o que despertou a minha avareza;

Gula – quando crio desculpas como “sorvete é água, não enche”;

Ira – quando me indigno com algo e acabo percebendo que não posso fazer nada, quanto mais impotente eu for perante a situação, mais irado ficarei;

Luxúria – quando a beijo daquele jeito, em que simplesmente esqueço tudo que estava fazendo ou que viria a fazer e penso em apenas continuar, indo até onde for necessário;

Preguiça – quando acordo na manhã do sábado-sem-planos e me largo no sofá. Sinto como se meu cérebro fosse para um spa e ao meu corpo resta apenas o abandono perante a tv;

Inveja – quando leio um texto bem elaborado e escrito e percebo que foi realizado por outra pessoa, a intensidade da minha inveja é diretamente proporcional com a facilidade que o outro conseguiu realizar esse trabalho.

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Quarta-feira, Dezembro 27, 2006

Você está preparado?

Eu não. Sou da época do River Raid, Enduro, Jogos de Verão, Sonic, Ufo: Enemy Unknow... não rola ter que lidar com isso agora aos 30 anos.

Tive o primeiro, não tive o segundo e pelo que tudo indica vou ter o terceiro. Mas só por causa do Theo, pra poder brincar com ele, ser um pai atualizado. Isso é importante, não é?

Se você estiver curioso, dá uma olhada no Submarino clicando aqui.

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Terça-feira, Dezembro 26, 2006

Feliz Natal, Hanucá ou qualquer festa para Alah!

Os cristãos comemoram o nascimento do menino Jesus, os judeus comemoram o "Festival das Luzes", quatro dias antes os pagãos comemoram o auge do Deus (ao menos aqui no hemisfério Sul), quando se torna adulto e pai, essa mesma época é comemorada por diversas outras religiões com diversos outros significados.

Esse ano eu aprendi que temos que comemorar o que bom, independente do símbolo.

O primeiro Natal com o Theo foi uma comemoração plena. Me recordou o primeiro Natal casado e me lembrou de outros Natais que passei. Isso é bom, assim como me esforçar para manter isso durante o ano que se segue também.

Grandes mudanças estão para acontecer, assim como grandes desafios. Que venham todas.

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Sábado, Novembro 11, 2006

O que realmente vale a pena...

Pensava em publicar outro post tenso, outro texto descrevendo 180 horas de trabalho em 10 dias seguidos. Mas antes de escrever eu parei para reler o meu primeiro post, que levou para o meu segundo que me trouxe até esse abaixo. Me fez rever ótimos momentos, me fez reler os melhores comentários deixados pelos melhores amigos, como aquele que te ajuda a se lembrar como você realmente é. Me fez rir, me fez ir aos blogs dos amigos para ler os posts da mesma época, e continuar a sorrir. Me fez mergulhar nesse mundo por três horas.

Ler os posts também me deixou com mais saudades dos meus amigos do que eu já estava. Atenção: vou encher os sacro-santos-sacos de vocês!

Falando em amigos. Durante um momento muito ruim do dia tive a chance de conversar com uma amiga. Nesse momento ela me ajudou a perceber e focar o que realmente vale a pena pra mim!

Cheguei em casa, fiquei com a Lele e com o Theo. Deitei com os dois, amassei ele, brinquei com ele e com ela. Rimos, nos beijamos todos, nos acariciamos. Ele sorriu pra mim, várias vezes, e eu com o sorriso mais bobo do mundo deixei uma lágrima cair.

Em suma, o que realmente vale qualquer esforço.

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Terça-feira, Novembro 07, 2006

Poderes

Duas (ou três) semanas atrás percebi algo sobre a minha personalidade, que embora talvez fosse tão claro para aqueles que me observam, encontrava-se ofuscado pela minha névoa da negação. Você já se perguntou, te perguntaram ou viu alguma propaganda sobre: "Que super poder você gostaria de ter?"

Durante muito tempo pensei, por vezes inventei, diversos poderes. Nenhum deles caia como uma ficha, sempre ficou aquela sensação de: "É, pode ser" acompanhada de muitas reticências. Até que percebi, nessas duas semanas atrás, que na verdade gostaria de ser o Multi-Homem. Me multiplicar!

Estar agora, às 02h40 da manhã de um sábado para domingo, trabalhando, ao mesmo tempo em casa dormindo, também estar em um boteco com os amigos comemorando o aniversário de um ótimo amigo (figura, não te liguei porque estava na merda, mas lembrei do seu aniversáio!), curtindo o Theo. Não precisando começar a escrever esse post no sábado às 02h40 da manhã, só terminar agora na segunda às 11h01 e publicar hoje (terça, às 18h).

Como infelizmente não posso fazer isso, como não sei nem como começar a exercitar esse super-poder, o primeiro e grande poder que preciso descobrir que posso fazer e desenvolver é o dizer não, escolher e aceitar a minha escolha, assim poderei estar onde escolhi (ou precisei), como quero e realmente estando lá.

Não estou com clima para risadas, não estou com clima para ver pessoas se divertindo, não estou com clima para um bonito dia de sol. Gostaria de ter esse poder, para exatamente agora também estar em algum lugar do mundo onde essa segunda-feira está um dia tempestuoso.

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Quarta-feira, Maio 10, 2006

Rosa

Tu és, divina e graciosa
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz
Do arfante peito seu

Tu és a forma ideal
Estátua magistral oh alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza

Perdão, se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh flor meu peito não resiste
Oh meu Deus o quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia
Ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente
Em preces comoventes de dor
E receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer
De todo fenecer

Pixinguinha

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Sexta-feira, Março 24, 2006

Escrever, sentir e refletir

Muito tempo sem escrever. Bastante tempo sentindo e refletindo.

Ontem, enquanto eu precisava trabalhar em casa, o Velox me deixou na mão mais uma vez. E me peguei falando copiosamente que “odiava” aquela mensagem automática do 0800: “Senhor assinante, no momento a Telemar está fazendo uma manutenção de emergência na sua região. Por favor, tente se reconectar em duas horas.” Duas horas se passaram, três e quatro horas. Nada. O mais importante disso é que lembrei de quando eu era mais novo e evitava usar a palavra “ódio”, isso porque eu sempre a via como algo tão forte quanto “amor”. Você não diz “eu te amo” para qualquer pessoa em qualquer situação, ao menos não deveria. O mesmo deve ser aplicado ao “eu odeio”. Vou tentar lembrar mais disso.

Acabei percebendo durante as últimas semanas que as mudanças que parecem pequenas podem ser as maiores. Basta conseguir vê-las dentro do cenário e contexto. Sempre disse que gostei de mudanças, mas agora posso dizer que vibro (ou vibrei) com as mais óbvias, as que parecem grandes, que de fato podem ser menores.

Estou relendo Sandman: Estação das Brumas. Agora está melhor do que das primeiras leituras. A última vez que li deve ter uns 5 anos.

“Percorra qualquer caminho no jardim de Destino e você terá que fazer não apenas uma, mas muitas escolhas. Os caminhos se bifurcam e se dividem. A cada passo neste jardim, uma escolha é feita. E cada uma determina rumos futuros. Após caminhar a vida toda, porém, às suas costas você enxergaria um único e longo caminho, à sua frente, veria somente escuridão.”

Hoje dei um segundo passo.

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Segunda-feira, Novembro 21, 2005


Quando for minha vez, quero estar assim...

Na última semana fomos assistir o Jardineiro Fiel. Que nome ingrato, e ao mesmo tempo genial, para se colocar em um filme. Fui de má vontade. Não tinha lido nada sobre o filme e o nome me dizia que era daqueles do tipo de “A Procura de Kandahaar” (é assim que se escreve essa maldição?). O filme é ótimo, mesmo que seja um soco na boca do estomago vale assistir. Na verdade, é por isso mesmo que tem que ser visto.

Mas o filme não é o motivo do post. Após às 23h ao final da película, enquanto esperava a Lelê, observei um senhor e três senhoras (todos acima dos 65 verões), saindo do filme. Eles conversavam sobre cinema, elenco e diretor. Extremamente interados e a vontade com o cenário atual da industria cinematográfica. Isso já era muito divertido, até que uma das senhoras pergunta: “E então? Como vai ser?”.

A outra, em dúvida, responde: “Será que o Manuel ainda está aberto?”

O senhor logo interveio: “Acho mais seguro o Llamas. Não corremos risco.”

Todas concordaram.

Ele conclui o debate: “Já disse para Maria, no Rio só existem três bares: Llamas, Cervantes e Nova Capela”.

Assim dito, assim feito!

Só quero que quando for minha vez, 65 anos ou mais, eu esteja assim...

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Quarta-feira, Novembro 16, 2005

Interpretação é aquilo que pode transformar palavra em adaga.

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Sexta-feira, Novembro 04, 2005


Monólogo

Sem muito que dizer. Guardo-me em um monólogo, um momento de introspecção em que observo o que sinto e como reajo ao exterior. Dessa perspectiva, tudo é muito diferente, mais do que pude imaginar.

Apenas registro, usamos tão pouco da nossa mente para ocupá-la com preconceitos.

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Sexta-feira, Outubro 14, 2005

Cinco anos

Cinco anos atrás, em um sábado, seis casais estiveram em um altar para testemunhar uma cerimônia. Foi um rito de união entre duas pessoas que se amam e pretendem construir algo juntos. Sendo parte disso, preciso agradecer não somente a essas doze pessoas por terem estado lá e ter se mantido do nosso lado durante todos esses anos e, claro, agradecer a Deus, ao destino ou algo que tenha trazido a pessoa mais maravilhosa que já imaginei conhecer para perto de mim.

Lele, já disse umas mil vezes que você me completa. Já disse mais de mil vezes que te amo. Já disse também outras mil vezes que você me motiva e desafia a viver mais e melhor. Mas nunca senti que todas essas vezes tenham sido o suficiente para expressar tudo o que realmente sinto. Te amo, espero que os cinco virem cinqüenta, e que esses se tornem quinhentos.

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Quinta-feira, Setembro 15, 2005

Gremlins e o surrealismo

Por volta de uma semana atrás, alguém deve ter alimentado eles após a meia noite. Começou com o computador do escritório que foi para a assistência técnica, passou para o MuVo que teve que ser "atualizado", atingiu sem pudor a máquina de casa - mais dois formats para sua história - e no fim, não poupou o celular - tive de comprar um novo chip. Tudo foi-se, em uma semana.

O realismo escorre por entre os dedos, na última semana tudo tange o surreal. Começo acreditar que estou tendo um pesadelo de 40 horas. No qual passo tais horas sem dormir e me envolvo com picos de humor e energia, a mente divaga e lida com pessoas complexas e complexadas. Nos devaneios, uma caneta repousa na mão e nasce o "bigode". Um abridor de garrafas. Não estou acordado, se estivesse já deveria estar babando sobre esse teclado e com tremores.

São 01h30 de quinta-feira, ainda não acordei e a pergunta não cala, o que está segurando esse corpo nas terras de Morpheus?

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Sexta-feira, Agosto 19, 2005

Informativo atrasado

O que aprendemos nos últimos dias: Sempre existirá neverland. Afinal, tá na mente.

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Segunda-feira, Agosto 08, 2005

Chega a ser brincadeira...

A capa da Isto É dessa semana foi: “O Drama dos Inocentes. Como vivem os filhos daqueles que viram alvo das CPIs”. Não deveria ser: “O Drama das Vítimas. Como vivem os brasileiros sem a verba desviada em Brasília” ?

E depois a Isto É é uma revista imparcial.

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Quarta-feira, Novembro 17, 2004

Velhos hábitos

A Lelê já começou a me mostrar como é bom aproveitar a manhã. Assim como o dia corrido do escritório que ao alcançar as 19 horas e me fazer sair correndo pra faculdade me faz pensar que poderia ter chegado uma hora mais cedo e feito um pouco mais de tantas tarefas. Também vale para o skate que vejo no meu escritório e me põe a pensar: poderia acordar mais cedo amanhã e dar uma volta antes de trabalhar.

É bom que tenho o blog, distrai um pouco. Pois, ainda assim ela me pegou de novo. Mesmo exausto, entediado, ela me pegou de jeito. Fico sem saber o que fazer e sem vontade de fazer qualquer coisa. Maldita insônia!

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Quinta-feira, Outubro 28, 2004

Amanhã?

O que interessa o amanhã? Não existe aquele velho ditado “não deixa para amanhã o que pode ser feito hoje”? Além da rotina, o que sabemos sobre ele? Ou melhor, nem mesmo temos certeza que a rotina continuará amanhã. Ele não é fruto do hoje? Do agora? Se tivermos um bom “hoje”, logicamente teremos um bom “amanhã”, correto? Ah! Alguém deve está perguntando: e se acontecer algo inesperado? O inesperado acontece agora e não amanhã. E então você ainda está pensando no amanhã e no seu "inesperado"? O hoje não é melhor, mais vívido, mais palpável? Até mesmo quando sonhamos com o amanhã, não estamos nos deliciando agora? Quando comemoramos ou lamentamos? Melhor, o que comemoramos ou lamentamos? Ontem, hoje ou amanhã? Se ele é tão importante, ele já chegou? E se chegou, você notou ou estava interessado no amanhã?

Sendo assim, repito: o que interessa o amanhã?

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Quarta-feira, Outubro 13, 2004

Tudo vale à pena

Fim de semana + feriado com gosto de “por que parou?”. Domingo foi aniversário do meu pai e devido a isso, sábado às 5:40 da matina segui para BH. Festa familiar, amigos e parentes se encontrando para homenagear o meu velho – bom rever os parentes e matar saudades dos pais. Ainda recebi a notícia que me deixa feliz e/ou assustado: serei tio.

Na segunda, véspera de feriado, rolou uma festa bombástica na casa Morand Fontana. Muita Vodka disfarçada de Clight. Resultado: todos saudavelmente bêbados. Na terça, acordamos por volta das 14 h, fomos almoçar por volta das 16 h (almoço feito pela Lelê). Ainda colocamos mais dois quadros, arrumei o varal que estava torto, aproveitei a ótima companhia da Lelê e assistimos mais um episódio de Band of Brothers, até o momento o melhor.

Hoje acordei cedo para vir trabalhar, soube que o dia será mais tranqüilo do que esperado e estou com uma breve esperança de almoçar com ela no Rio Sul.

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Terça-feira, Outubro 05, 2004

Cotidiano

Nos últimos dias me deparei com uma característica da minha personalidade da qual ainda não havia refletido sobre. Tenho uma dificuldade absurda de continuar, de lidar com o cotidiano, principalmente de vislumbrar algo "cotidiânico".

A questão não está nos amigos ou na vida de casal. A questão é o dia-a-dia, todo dia acordar e já vislumbrar seu dia, sem dúvidas ou expectativa de mudança ou de alguma surpresa. Esse foi o ponto inicial do raciocínio, a mudança me seduz.

Com isso pude identificar o motivo de minha paixão pela profissão. Por mais que faça algo próximo que já foi feito antes, cada peça é uma nova peça, com novos desafios. Também percebi minhas fases de "pilhas" (como a Lelê descreve): começo algo, me interesso, vou a fundo no tema, descubro tudo que posso, vivo da forma mais intensa que puder e depois, vai. Tornou-se passado e é substituída por uma nova "pilha".

Claro, algumas são mais sólidas do que outras. E por mais que o tempo passe e tais interesses cessem, eles retornam. Voltei a praticar Tai Chi. Voltei a pesquisar diferentes músicas. Comprei um Skate (tenho andado menos do que esperado, mas tenho andado). Opa! Estranho, são as mesmas coisas que fazia há 12 anos atrás? Retrocesso?

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Quinta-feira, Setembro 23, 2004

Enfim

Finalmente volto a atualizar o Edifício. Os vizinhos e visitantes já deviam estar imaginando que vinha uma nova fase de abandono até o próximo retorno, mas não. Dessa vez foi a total incapacidade de convencer o dia a ter alguns minutos a mais. É, não deu.

Mas toda essa falta de tempo foi devida a algo bom. Trabalho. Dedicação a um trabalho que dá tesão, vontade de não parar e ainda com direito a reconhecimento. Em dois dias fechei uma revista de 20 páginas com elogios dos colegas e principalmente do cliente. Se contar todas as noites desde segunda até quinta (nesse tempo também houveu um hotsite) dormi no máximo 14 horas, mas valeu.

Mas é isso ai, trabalho é bom e dignifica o homem. ;)

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Segunda-feira, Agosto 30, 2004

Ode a uma velha amiga

Durante muitos anos uma boa amiga esteve comigo, acompanhou nos momentos mais incríveis e prazerosos. Ajudou a realizar feitos que foram, e em alguns casos ainda são, citados como anormais. Parceira de Dona Nil, churrascarias, rodízio de massas e/ou pizzas e, principalmente, comida da Dona Teresa – quando mostrava sua melhor forma.

De acordo com nossa intimidade, dava sinais que não era mais a mesma, no dia-a-dia, pequenos sinais como não limpar o prato de lasanha da Dona Nil, permitir uma manhã em jejum e outros que somente eu poderia compreender. Então, tudo tem um fim. E mesmo nesse fim, essa amiga esteve ao lado e lutou para que tudo corresse bem, foi forçada e ainda assim mostrou disposição.

O grande esforço resultou em uma conclusão sábia, de mente limpa e que concluí a fase de uma vida: “I’m too old for this shit”. Mesmo velha, amiga, saiba que estarei sempre ao seu lado e, principalmente, nas minhas mais saborosas lembranças.

Deixo a todos suas últimas palavras em plena atividade: “saiu da vida para entrar na história”.

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Sexta-feira, Agosto 27, 2004

De parar o trânsito

Realmente estava acontecendo. No meio da Rua do Acre, quase onde ocorre a interseção com a Marechal Floriano, no centro do Rio de Janeiro, às 19:30 h. Um reclamava o tempo todo, outros dois se faziam de desentendidos e o verdadeiro “show” era realizado pela copula de um fervoroso casal, o macho por cima e a fêmea por baixo. No meio da rua.

Os carros paravam, buzinavam e tentavam aplacar a libido da fêmea, a qual tudo indicava estar no cio. Principalmente pelo outro macho que tentava, mesmo com o primeiro já copulando, introduzi-la.

O centro da cidade parou pra ver. Pedestres e carros (esses pareciam realmente dispostos a fazer de tudo menos atropelar o trio). E a diversão não acabava, mesmo quando um homem se aproximou armado com chinelos e assim batia nas nádegas dos machos. Nada, eles continuavam.

Não pude assistir o desfecho da pornô-chanchada. De uma forma trajicômica fico curioso em saber como acabou, será que se deitaram no asfalto da Rua do Acre e tiveram um romance a três? Se ela engravidou, como saber quem é o pai? E isso lá irá importar? Ou apenas o ato de amor seria digno de importância? Amor?

Várias questões.

Isso realmente aconteceu. Nesse devido horário e devido local, na noite do dia 26 de agosto de 2004. Mas antes que as mentes mais torpes cheguem ao seu ápice, sou obrigado a estragar-lhe o prazer e reforçar: eram apenas cães.

Parafraseando alguém nesse fim de semana: odeio ter surrealis.

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Sábado, Agosto 21, 2004

Alívio

Um fim de semana com ótimas idéias e oportunidades. Afinal de contas, acabou o período mais pesado da faculdade, o trabalho está andando bem e a arrumação da casa está indo em um ritmo curioso (ontem foram menos 3 caixas).

Na verdade, posso dizer que o fim de semana começou desde quinta a noite, no Mike’s Haus com bons amigos, boas Erdingers e uma catarse resultante da overdose de tarefas. Posso garantir, Erdinger não dá ressaca.

Ontem, sem vontade de sair, arrumei a casa com ajuda do Ock, batemos um bom papo e assistimos um bom filme. Durante o papo chegamos a conclusão que a culpa é daquele desgraçado que inventou a palavra, não seria melhor a época em que apenas produzíamos sons selvagens e tomávamos nossas fêmeas no tacape?

Lelê chega amanhã, ainda estou com muita saudade e agora, ansioso.

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Quarta-feira, Agosto 18, 2004

Contos do 186, cap. II: Ataque surpresa

Acredito que a coisa mais incomum do meu antigo prédio fosse a vizinhança, formada pelo grupo mais heterogêneo do mundo. Um desses era o casal de senhores que moravam no oitavo andar.

Tal casal pouco saía de casa e sempre que fazia alguma aparição mostravam-se muito educados e singelos. Vinham a lembrar até mesmo Seu Amílcar e Dona Arminda (descritos no antigo folhetim do Casseta e Planeta Urgente).

Os boatos começaram a correr não me lembro exatamente quando, mas eles diziam que o apartamento dos nossos personagens de hoje seria a fonte de todas as baratas que viessem a aparecer no prédio.

Quando o boato cresceu a ponto de tornar-se real, a síndica na ocasião (uma senhora com quase 80 anos de idade que andava pelo prédio durante todo o dia) coligada com outros moradores preparou um ataque ao covil dos insetos.

A dita síndica e outra vizinha tocou a campainha do casal de velhinhos e ao senhor abrir a porta, sem que pudesse pensar a dupla em missão empurra para dentro do apartamento uma equipe de detetização para assim realizarem a limpeza.

Alguns dizem que foi um engano vergonhoso. Outros contavam que durante o embate foram mortas e levadas ao corredor do prédio, como em uma vala, mais de cem baratas. Os mesmos contam que a senhora veio agradecer a todos envolvidos, pois se dizia impossibilitada pelo marido de fazer algo contra os insetos e assim esses apenas cresciam em número, fazendo-a dormir completamente coberta para evitar que as criaturinhas caminhassem pelo seu corpo.

Nunca decidi em que versão acreditar. Normalmente escolho a mais engraçada, mas nesse caso a visualização de uma senhora de um metro e meio, com quase 80 anos de idade invadir com um pelotão o apartamento alheio preparada para vencer um combate passível de ser comparado a Normandia, já me basta.

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Terça-feira, Agosto 17, 2004

Saudades

Sentimento estranho e sincero esse que nos mostra quanto algo ou alguém faz falta. Podemos sentir saudades de coisas que realmente não fazem mais parte da nossa vida, mas em grande maioria sentimos daquilo que faz parte, e no devido momento não está conosco. Isso o torna estranho.

Sinto saudades dela, que nesse exato momento (como em todos os outros) faz parte dos meus planos e da minha vida. Pena que enquanto estou digitando essas linhas para relaxar entre um trabalho e outro ela está longe, também trabalhando.

Para não dizer que estou deixando de seguir um padrão, deixo uma pergunta para qual um conhecido abriu meus olhos: qual a diferença entre o comum e o normal? porque algumas coisas podem se tornar comuns, mas nunca serão normais? e principalmente, porque aceitamos tais anormalidades?

Lelê, estou com saudades.

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Domingo, Agosto 15, 2004

Palavras Libertadoras

Durante um singelo almoço com minha esposa e nossos compadres, Rodrigo e Carolina, viemos a discutir sobre a existência e uso de um termo tão libertador que seria esse capaz de aliviar tensões, trazer razão em momentos de plena discussão e até mesmo evitar problemas cardíacos (como sempre diz minha sogra-avó e quem seria eu pra discordar de uma senhora de 81 anos bem vividos?).

Sendo assim penso e questiono: caso esse termo seja trazido para o cotidiano, tornando-se corriqueiro. Devido à banalidade do uso, perderia ele seu poder?

Mais importante sugiro que vocês (poucos) freqüentadores desse Edifício, pensem e respondam – mesmo que interiormente – a quem vocês mandariam “tomar no cu”? (sintam-se libertos)

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Quarta-feira, Agosto 11, 2004

Fazer doer no ponto certo

Como Odessa Cotter, interpretada pela Whoopi Goldberg, que apoiando o boicote aos ônibus "feito" por Martin Luther King foi para o trabalho e casa todos os dias a pé, fazendo uma longa caminhada, os ingleses começaram uma campanha de consumo social que tem se popularizado. Eles deixam de comprar produtos de empresas que possuam atitudes politicamente incorretas. Assim, alguns britânicos estão deixando de comprar Nike, Coca-Cola e outros.

Isso apoia a teoria que venho formando, sem ser muito criativo, em que não vivemos em um mundo democrata governamental, vivemos em um espaço corporativista e tais corporações são as únicas instituições que realmente possuem o poder de mudar algumas coisas. Basta fazê-los sentir no bolso.

Agora entra a questão: nós brasileiros, com a cultura da acomodação, poderíamos iniciar um processo de consumo social?

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Segunda-feira, Agosto 09, 2004

Enfim, Mirante

Esse é o primeiro post no Mirante Schustoff-Bulkool. Fizemos a mudança no sábado, estamos entulhados de caixas e poeira pelo apartamento, mas curtindo muito cada momento dessa nova fase.

Ainda não conseguimos arrumar nenhum cômodo do apartamento, está tudo espalhado e lotado. Mas esperamos que isso seja resolvido em breve, após a devida faxina nos armários - acho que a cozinha ou suíte serão os primeiros a serem resolvidos.

Não posso deixar de agradecer ao Gaulês, Lua e Nanda pela grande força que deram.

Amanhã imagino voltar aos posts normais. ;)


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Sexta-feira, Agosto 06, 2004

Contos do 186, cap. I: Patologia Rara

Uma breve introdução e justificativa.

Hoje eu ia escrever sobre as sensações de estar encaixotando uma mudança e a importância de uma fita. Porém, como vou passar apenas mais esse dia no atual apartamento, farei algo que sempre tive vontade: relatar os eventos surreais.

Voltando ao conto.

Ontem chegava em casa após meia-noite. Estava cansado, ainda tinha trabalho de faculdade para fazer, encaixotar algo e assim dormir. Porém na portaria fui entretido por Valdemar (anotem, o único porteiro com noção de educação desse condomínio, os outros valem um conto à parte).

Valdemar veio me apontar uma modelo que desfilou no Fashion Rio e tinha sido capturada pelas máquinas da revista Caras. Com um sotaque nordestino carregado, de quem tem orgulho da sua origem, contou que já tinha tido romances com gaúchas bonitas, mas como aquela mulher nunca nem mesmo tinha visto - parecia estar apaixonado.

Não me recordo como, talvez nessas horas meu cérebro me proteja, ele joga à mesa as seguintes palavras: "Já namorei até mesmo um travesti, sabia?".

Choque.

Ainda em choque.

Reação: "Como assim Valdemar? Você nunca percebeu? Não viu “gogo" ou marca de barba? Não fez o teste do Crocodilo Dundee?". Não, nada. Três meses durou a relação. Três meses que passaram, usando suas palavras: "apertava a linda-gaúcha-alta e nada".

Até certo dia em que o cenário estava montado. Ambiente só para os dois, a música, a luz, uma garrafa e copos com cachaça, o "aperto" certo e ela cedeu. Nesse momento o imaginei comemorando sua estratégia vitoriosa até se confrontar com a dura verdade.

Claro que isso não bastou para punir minha curiosidade. Valdemar me descreveu detalhadamente o órgão genital da gaúcha, dizia ser idêntico ao de uma mulher, porém não possuía "o buraco que sai o neném e nem o lugar pra meter o pênis" (aos três leitores me desculpem por não conseguir resistir em relatar tais palavras literalmente). Também ressaltou a protuberância que seria o "buraquinho pra fazer xixi", seu gestual indicava que parecia a última falange de um mindinho.

Como resultado ele se afastou aos poucos até o fim do romance (provavelmente não queria magoar a moça, como disse com outras palavras: Valdemar “é um bom menino”). Mais tarde veio a se abrir com uma doutora que esclareceu todo caso estar se tratando e romanceando com uma hermafrodita. Com isso ele conclui questionando a mim: "sabia que existia isso? Eu vi".

Digam-me, por mais que esteja ansioso para começar minha nova vida no "Mirante Schustoff-Bulkool", como posso não sentir falta desses momentos surreais? Ou deveria sentir-me aliviado?

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Quarta-feira, Agosto 04, 2004

Mudanças

Sou adepto das mudanças. O cotidiano, a repetição por longo tempo, me cansa, me desmotiva. Sou ávido pela novidade, quero ver tudo mudando e evoluindo.

Mas nem sempre esse processo é fácil. Alguns vizinhos e amigos sabem que estamos nos mudando de apartamento, no meio desse processo a vida profissional vai a todo vapor, assim como na faculdade - o problema é que essa velocidade toda exige uma dedicação para casa-trabalho-estudo que tende a ultrapassar o possível. Ainda assim, estamos levando e fazendo tudo.

Talvez essa velocidade toda, e mais os novos amigos que aderiram ao Blog, tenham me motivado a voltar pro Edifício. Pra poder sentar e enquanto escrevo essas linhas, pensar com um pouco mais de calma sobre o meu redor.



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Terça-feira, Agosto 03, 2004

Alô! Tem alguém aí?

Muito tempo não venho aqui. Isso está um pouco bagunçado, um pouco empoeirado e abandonado. Vou subir os andares e rever O Edifício, ver quem ficou e o que mudou.

Subindo encontro novos, porém familiares, vizinhos. São recem casados vivendo em um lugar feliz (noc noc). Esse andar passou a ter som de festa, integral.

Mais um andar. Um estusiasta, figura que está descobrindo uma grande vocação interpretando palavras e ações, me diz que pode desenterrar letras mortas (noc noc). Segue contente, como um jovem filósofo contemporâneo.

Outro andar novo, embora a administração tenha largado de mão, os moradores continuaram a surgir (o que será que tem nesse Edifício?). Uma reunião de intelectuais, com discussões afiadas e sábias, falam baixo e pausadamente - com eventuais surtos de euforia - como se estivessem conspirando (noc noc). Escuto, aprendo e continuo.

Alguns antigos ainda estão por aqui. Outros se foram, deixando saudades e alguns apenas lembranças. Aos novos bem vindos, porém ativos, bem vindos. Aos antigos, bom revê-los. Aos que foram, boa viagem.

Voltar é sempre prazeroso, a questão que fica é: por quanto tempo?

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Segunda-feira, Julho 21, 2003

Orson Wells x 2

Durante um tempo evitei comentar esse link no Edifício. Era óbvio demais, todos usam, todos "linkam" e todos conhecem. Assim, fingia que pudia ignorá-lo. Mas não deu.

CocadaBoa simplesmente se superou. Aplicou a pilha da pilha, o trote do trote. Leiam e morram de rir. Pra quem não conhece, não se esqueça de participar do bolão "Pé na Cova". O link está do lado.

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Quarta-feira, Março 19, 2003

15 segundos de fama

Nada mais surpreendente do que estar assistindo Big Brother Brasil 3, deitado no sofá e na hora do eliminado Harry sair da casa uma louca pula da arquibancada da torcida dele e tira a roupa ficando completamente nua. Pra finalizar, a reação do apresentador Pedro Bial foi chamar pela segurança.

Sei que o mundo está pra começar uma guerra, embora o dólar esteja caindo o país ainda está em recessão e existem coisas muito mais sérias pra se preocupar ou comentar, até mesmo entretenimento melhores, mas essa não deu pra deixar de lado. Não duvido virar moda e aparecer mulher nua pulando na frente do Silvio Santos, Faustão, Xuxa, Gugu, João Cléber, Sérgio Malandro...

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Segunda-feira, Março 17, 2003

Alguns dias depois

Depois de um tempo sem escrever nada por aqui as coisas acabaram se acumulando. Em primeiro lugar, serei obrigado a incluir na lista de filmes duvidosos (aqueles que não sei se gostei) "Os Excêntricos Tenembauns". Pois o elenco é ótimo, a trilha é boa, a narrativa interessante, mas... não é uma Brastemp.

Outro ponto é que tenho a felicidade de colocar nas minha dicas de site o "Que Página Legal!". Site das antigas que ficou um tempo fora do ar e acabou de voltar, tipo de lugar que vale uma visita diária. Ainda sobre páginas, depois que a Leticia (minha mulher) deu a dica, inclui também o "Cocadaboa!", é o tipo de site engraçado que nunca lembro que ele existe até que alguém comente, coisa pro pessoal do marketing estudar sobre os top of mind.

Pra finalizar, assisti o fórum da MTV Europa com Tony Blair e tive o prazer de ouvir duas perguntas interessantes. A primeira de um inglês que questionou os reais motivos dessa guerra e contra o argumento de ser pelo simples fato do Iraque possuir armas químicas, o rapaz alegou que ele mesmo poderia fazer Anthrax em sua banheira. A segunda, e melhor pergunta, foi após o primeiro ministro britânico alegar que também é pelo povo oprimido por Saddam que a guerra terá que ocorrer, um iraquiano levantou o simples ponto que os iraquianos que estão lá, não querem viver com o medo por ter um ditador no poder e também não querem ter suas casas bombardeadas, presenciarem parentes e amigos morrendo por suas pseudo-liberdade. Embora acredito que seja em vão, dou os parabéns a MTV por realizar esse fórum.

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Segunda-feira, Março 03, 2003

É Carnaval!

Existem coisas que só podem ser explicadas e vistas de uma forma quase como natural por estar dentro do contexto do carnaval.

Fui fazer compras, supermercado lotado, e na fila tinha uma mulher sacaneando dois homens que ela nunca tinha visto mais gordos, chamava os caras de viados e sempre mantendo o tom de chacota. Como já dizem os mais velhos: "quem procura, acha". Um dos homens perdeu a paciência e deu um pescotapa na mulher (explicando: pescotapa, pra quem não sabe, é um tapão na nuca).

Resultado, a mulher armou um escandalo no supermercado, só que ninguém fez nada, ninguém moveu um dedo pra ajudar a mulher. Todos tinham visto o que ela havia feito pra chegar a tal ponto. Ameaçou chamar a polícia, pegava as pessoas pelo braço e contava a história várias vezes, gritava sem parar. Fui embora antes que a história tivesse um fim. De tudo o que mais me assustou foi a idade apróximada da mulher, ela devia ter seus 40 anos. Ou seja, não é mais uma adolescente.

Outro mistério do Carnaval é: Independente da época do ano, sempre chove. Mesmo quando os dias anteriores tem beirado seus 40º aqui no Rio. Porque?

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Michael

"Ontem" assisti ao documentário que passou no canal Sony sobre Michael Jackson. Documentário esse montado pelo jornalista, que já entrevistou a Princesa Diana, Martin Bashir. Concluí duas coisas simples, a primeira é que Michael Jackson não é nada mais do que uma pessoa com problemas psicológicos, muito focado em sua infância (ou falta de) e a segunda foi que Martin Bashir foi tendêncioso e manipulador na edição do documentário.

Não me espandou ver a tentativa de colocar Michael Jackson como um pedófilo ou maníaco. Não é nada diferente que esperaria de um inglês ou americano conservador. É muito difícil povos que possuem "problemas" com o toque, compreender que deitar e dormir na mesma cama pode ser simplesmente uma forma de carinho e nada sexual.

Deixo claro que não sou fã do Michael Jackson, gosto apenas da fase Jackson 5, mas diferente do que Martin Bashir pareceu esperar com o documentário, o artista subiu no meu conceito.

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Sábado, Março 01, 2003

1º de março.

Curioso como as pessoas podem ficar eufóricas com um pequeno "detalhe" e novidade ao seu redor. Moro perto da nova estação de Metrô de Copacabana, a Siqueira Campos. Fui a rua comprar um sorvete e vi pessoas passando e apontando para a estação de uma maneira um tanto como eufórica. Vi grupo que marcou encontro na saída da estação, uns três caras cabeludos com roupa de banda acenando para outros dois que saiam da estação, uma grande chance de estarem a caminho de algum estúdio para ensaiar.

Isso aí, novidade é sempre uma boa.

No post anterior esqueci de dar uma informada sobre as dicas que estão na lateral. Lá vamos:
01. Os vizinhos só visitando vocês vão entender, são blogs de amigos ou que julgo interessantes;
02. Aprazível é um restaurante fenomenal que fica em Santa Teresa (Rio), nas noites de quinta rola show de chorinho no clima mais descompromissado possível, o único problema é o preço, vá de carteira cheia;
03. Trattoria, um restaurante italiano que fica na Fernando Mendes. Muito a vontade, ótima comida e o preço tranquilo;
04. Showtime, vale assistir pra relaxar a cabeça, De Niro está muito bom;
05. O Poderoso Chefão, dispensa comentários;
06. Os jogos, quem gosta vai reconhecer;
07. Cidade de Deus (Paulo Lins) e Cidade Partida (Zuenir Ventura) meio que se completam, quem leu um tem que ler o outro;
08. Os Bórgias é um livro ótimo do Mario Puzo, autor do Poderoso Chefão;
09. Dj Dolores e Orquestra Santa Massa, vale a pena ver o show e comprar o CD. Uma mistura de forró com música eletrônica, muito bom;
10. Noel Rosa, mais um que dispensa comentários;
11. Pedro Luís e a Parede, meu CD preferido é o Astronauta Tupi, mas os outros também são bons;
12. Angry Blue, site de um Designer e Ilustrador. Bastante interessante;
13. Orisinal é pra ajudar a passar o tempo;
14. Grito, ViraWeb e WebInsider tratam sobre o mercado Web e Design, se você é do meio e não conhece, vale uma visita;
15. Bulkool.com e iSquare, são meus. O primeiro é o meu, desatualizado, portfólio pessoal, o segundo é da minha agência;

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Sexta-feira, Fevereiro 28, 2003

Bem vindo!

Me convenceram a montar um Blog. Não queria, não entendia o porquê, assim isso fica mais como uma experiência, da qual já estou gostando muito.

Espero que seja tão interessante e divertido manter isso, como foi fazer.

Aqui no lado esquerdo vou colocando algumas indicações minhas, coisas simples que andei vendo, lendo, fazendo ou comendo. Do lado esquerdo é uma área mais pra você, bom proveito.


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