Terça-feira, Julho 15, 2008

"Why so serious?"


Fico quase sem palavras. Ontem a noite, eu e mais ou menos outras 700 pessoas assistiram a pré-estréia de Batman: Cavaleiro das Trevas. Uma produção genial em todos os aspectos, desde as campanhas de divulgação do filme, como a impressa e o ARG, até o lançamento. Além dessa divulgação tenho certeza que algumas pessoas irão ao cinema para ver o último trabalho de Heath Ledger e serão agraciados com uma grande atuação.

Bom, sobre o filme. É um filme tenso e denso. Longo, mas se tivesse um minuto a menos estaria perdendo. Grandioso, com trilha sonora, interpretações, roteiro e direção de arrepiar. E o filme é do Coringa, por mais que Christian Bale tenha se firmado como o melhor Batman até o momento, e as atuações de Michael Caine (Alfred), Aaron Eckhart (Harvey Dent) e Gary Oldman (Gordon) estejam geniais, quem conduz e dá o ritmo é Heath Ledger, que reinventa o personagem, ultrapassando mais uma linha, como as que foram quebradas em "A Piada Mortal" e "Asilo Arkhan". Sem nenhum "spoiler" posso dizer que fiquei preso na poltrona da primeira a última cena do filme e ele ultrapassou todas as minhas expectativas (as quais eram muito altas). Vou assistir de novo.

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Terça-feira, Julho 08, 2008

O Cavaleiro de Gotham

Ontem assisti a animação Batman: Gotham Knight. Seguindo a mesma linha de Animatrix (inclusive com alguns artistas que trabalharam nesse projeto), são seis curtas sobre o morcego. Seis curtas muito legais.

É bastante interessante ver como o mito pode ser explorado de diversas formas diferentes e ainda assim manter uma linha coerente entre todas elas.

Essa produção não poderia ser ruim, tendo a participação de ótimos roteiristas que já trabalharam com o personagem, além de Bruce W. Timm (de Liga da Justiça, Batman Beyond e outras boas produções) e grandes estúdios de animação.

A estética é ótima, o clima é ótimo e os roteiros invejáveis. Terminei de assistir querendo que tivessem outros seis episódios. Batman: Gotham Knight é uma boa entrada para o filme que pré-estréia na próxima semana.

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Quinta-feira, Maio 08, 2008

Anote na sua agenda



A produção de filmes baseados em quadrinhos está a todo vapor. Veja a previsão de lançamento de projetos que estão em produção:

01. O Incrível Hulk (Marvel) - junho de 2008;
02. Batman: The Dark Knight (DC) - julho de 2008;
03. Punisher: War Zone (Marvel) - setembro de 2008;
04. The Spirit (DC) - dezembro de 2008 (lá fora) e janeiro de 2009 (por aqui);
05. Watchmen (DC) - março de 2009;
06. X-Men Origins: Wolverine (Marvel) - maio de 2009;
07. Homem de Ferro 2 (Marvel) - abril de 2010;
08. Thor (Marvel) - junho de 2010;
09. The First Avenger: Captain America (Marvel) - maio de 2011;
10. The Avengers (Marvel) - julho de 2011;
11. Superman: The Man of Steel - começa a ser filmado em 2009;

Além destes acima, existem vários projetos em andamento sem uma previsão oficial anunciada, como por exemplo: X-men Origins: Magneto; Homem-Aranha 4; Surfista Prateado; Nick Fury; Akira; Mulher-Maravilha; Liga da Justiça;

Parece que a Marvel realmente gostou de fazer cinema e está mais empolgada. A Warner/DC poderia pensar em uma produção do Lanterna e do Arqueiro, não? Material tem.

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Quarta-feira, Maio 07, 2008

Homem de Ferro

Nunca fui grande fã da Marvel Comics, preferia a DC com o Batman, Liga da Justiça, Lanterna e Flash. Então, por ser um leitor nem um pouco fiel, gostaria que levassem em consideração qualquer besteira que posso dizer em relação ao personagem original e sua história.

Gostei muito do filme. É divertido. Tem uma história bem legal, ótimas cenas, sons, trilha sonora que é puro rock com AC/DC, Black Sabbat e outros e boas atuações. Jeff Bridges está muito bom como "Stage" e Robert Downey Jr. encaixou-se perfeitamente no papel de Tony Stark, chega a dar um banho na falsa pose de playboy de Bruce Wayne. Até a sem sal da Gwyneth Paltrow está interessente.

As cenas de pancadaria que poderiam muito bem apelar pro óbvio conseguem fugir de forma divertida e sem ser pretensamente originais. E como tenho comentado bastante, mais um feliz exemplo de ação sem "bullet time".

Saldo final, a Marvel dá várias deixas de novos filmes não só desse personagem, mas de todo o seu universo. E de acordo com o Imdb.com, Tony Stark fará uma ponta no próximo Incrível Hulk, aquele que foi filmado aqui no Rio, tendo Edward Norton no papel principal. Vamos ver o que irá sair disso, será ótimo se esse nível for mantido, pois o filme conseguiu que eu me interessasse por um personagem do qual, como disse acima, nunca havia gostado.

Ah! Se ainda não viu, veja até o último segundo dos créditos. Pra mim foi uma ótima surpresa.

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Segunda-feira, Abril 28, 2008

Akira

Poucos quadrinhos marcaram tanto em minha memória do que Akira. Me recordo claramente quando um amigo me emprestou a primeira edição encadernada, feita pela editora Globo, e eu a li em poucas horas, já pedindo a próxima. Assim foi até ter lido todas que foram publicadas no Brasil, se não me engano mal chegava a metade da saga.

Agora em julho o filme irá completar 20 anos. E acho que já passou da hora de uma editora mais séria e comprometida reeditar em versão nacional e dessa vez levar a saga até o fim. Não fazer como a Globo, que abandonou no meio e pelos boatos que ouvi, segurou os direitos autorais não permitindo ninguém continuar o trabalho.

Lembrei disso ao ver o que a Conrad está fazendo com o Sandman, que já publicou a nona e penúltima encadernação e com certeza irá concluir a saga do Lorde Morpheus, o cumprimento de tal "agenda" demonstra mais do que interesse no lucro, até pelo fato dessa edição não ser barata, demonstra o compromisso que a editora possui com os seus leitores. Fico aqui na torcida, que durante a comemoração dos vinte anos, seja feito o mesmo trabalho na obra de Katsuhiro Otomo.

Se você não conhece esse trabalho, vale assistir ao filme que embora não seja tão bom quanto os quadrinhos, ainda é primoroso. Para dar um gostinho...

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Sexta-feira, Abril 25, 2008

O Espírito

Quando o principal personagem do grande criador Will Eisner passa a ser revisado por outro mestre dos quadrinhos podemos esperar boa coisa, não? Acho que não nesse caso.

Frank Miller está revisando, para o cinema, The Spirit do Eisner. O teaser saiu a poucos dias e já apresenta um clima muito Miller, muito Sin City para The Spirit.

Esse é o grande problema, os trabalhos do Eisner conquistam e valem nos detalhes, as histórias são sutis e exigem do público uma grande sensibilidade. Já Miller segue outra linha, trabalha com exageros, violência ao extremo e personagens caricatos, muito caricatos, tudo está em volta de seus grandes contrastes de cor sobre o preto-e-branco. O que é bom em seus trabalhos talvez não funcione com as obras do falecido mestre.

Mesmo tendo nomes fortes no elenco, Samuel L. Jackson, Eva Mendes, Scarlett Johansson, não sei se esse trabalho irá agradar aos fãs, pois falta o "espírito" do autor original.

Para compensar, o cartaz está ótimo. Remete aos trabalhos tipográficos que Eisner fazia em suas capas. Maravilhoso. Poderia abrir mão desse alto-contraste, mas tudo bem, é Miller, não é?

Pra quem estiver curioso, o teaser:

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Quinta-feira, Abril 17, 2008

O Bom, o mau e o feio em quadros

Mesmo que você não goste dos filmes estilo "spaghetti westerns" existe uma grande chance de ter assistido e gostado da série do Homem Sem Nome, interpretado por Clint Eastwood.

As boas novas são que essa série irá continuar em quadrinhos. A nova editora Dynamite Entertainment passa a publicar o título The Man With No Name à partir de maio desse ano com argumento de Christos Gage e arte de Wellington Dias (desenhista brasileiro que já traçou Superman, X-Man e The Beast).

A Dynamite Entertainment, desde sua criação em 2004, tem publicado títulos com um apelo comercial alternativo das grandes editoras. Com títulos como Zorro, The Lone Ranger, Battlestar Galactica e projetos com Alex Ross como Project Superpowers. Com isso parece que está conseguindo se manter nesse reduto alternativo e tem chances de crescimento.

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Terça-feira, Abril 08, 2008

Piada Mortal v2.0

Para a edição comemorativa de aniversário da clássica história "Piada Mortal", a DC Comics lançou essa edição com novas cores, feitas por Brian Bolland. Nunca achei as cores da edição anterior ruins, mas depois dessa nova a original se mostra um tanto quanto carnavalesca. Adorei a nova e espero que seja lançada aqui em breve, vou acrescenter a minha coleção.

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Terça-feira, Julho 03, 2007

Pobre Yorick


Yorick é um artista de fugas em busca de emprego. Sua namorada está em uma viagem na Austrália, sua mãe o protege, sua irmã é uma paramédica. Tem como praticamente melhor amigo um macaco de estimação, o qual ele espera treinar para ajudá-lo em seus truques.

Uma vida normal como essas não tem nada de ruim, talvez eu só devesse comentar que Yorick e seu melhor amigo, também são os últimos machos sobreviventes. Isso mesmo, algo aconteceu e todos os machos morreram, o mundo agora é inteiramente das mulheres.

Ok. Primeira reação machista: quem tem os telefones da Gisele, da Angelina, da Natalie e da Catherine? Isso mesmo tudo pelo primeiro nome, já que Yorick seria a única salvação para a espécie humana. Mas isso também não seria ruim.

Só que como disse, o mundo agora é inteiro das mulheres, e não poderia ser simples. Ativistas políticas, solitárias, estudiosas, feministas radicais e muito mais começam a passar na vida de Yorick em "Y: O Último Homem", extraordinária história em quadrinhos que conta a saga desse pobre coitado. Ótimas ilustrações, ótimo argumento e uma particularidade que eu adoro, muitas referências com cinema e música. :)

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Segunda-feira, Abril 09, 2007

Nós marchamos

O filme traz uma estética ótima, fotografia e cores completamente fiéis aos quadrinhos. Texto condizente e bons personagens. Tem a melhor representação de uma paredes de escudos que já vi. A caracterização dos Persas e seu universo exótico ficou bastante interessante e as cenas de batalhas ficaram fenômenais.

Porém, existiram adaptações que, pra mim, realmente atrapalharam. Para começo de história, a trama política em Esparta foi completamente descabida. Outro ponto, foi que se esforçaram demais para transformar os Persas em vilões, quando a questão da história não é essa.

Sobre os detalhes, a cena da rainha entregando um cordão ao Leônidas foge um pouco do clima frio e seco dos espartanos. O filho do capitão estar entre os 300 e a atitude do mesmo após a morte do seu filho não condiz com cenas do próprio filme, que fala de morte glorioza em campo de batalha - sei que tudo isso foi elemento para humanizar a história, mas na minha opinião não precisava tanto.

Agora o que mais me deixou frustrado foi o corte da cena que publíco aqui embaixo. A queda do Stelios, na obra original era o guerreiro mais jovem dentre eles. Após a sua queda, passou a ser chamado por "Stumbles", e aos poucos vai reconquistando o respeito de seus iguais (e o seu nome) a ponto de ter o privilégio de ser peça chave no último golpe. Esse corte altera bastante a narrativa dos quadrinhos, pois um dos elementos principais desaparece e se torna apenas um personagem difícil de se apegar.



Saí frustrado do cinema após assistir 300. Fiquei bastante incomodado com as mudanças, ou adaptações da história, mas no dia seguinte, ao acordar, estava gostando do filme. Isto porque, o que foi bom, realmente ficou muito bom.

Como saldo final o filme pra mim é muito bom, mas realmente poderia ter sido melhor (esperava algo melhor, como Sin City) e por pouco não ficou sendo apenas bom. Pois quando Frank Miller escreveu os quadrinhos ele se preocupou em fazer uma história espartana: direta e seca. Sem grandes rodeios. Enquanto o filme abre mão disso por alguns minutos a mais e para agradar ao público geral. Ok. Quem não leu os quadrinhos provavelmente vai gostar mais do filme do que eu.

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Quinta-feira, Abril 05, 2007

Abóbora, Cabeça de Abóbora

Neil Gaiman criou para ilustrar e acompanhar as histórias do Lorde Morpheus diversos personagens de apoio. Como Caim e Abel, o Corintio, Lucien e Matthew. Um dos que aos poucos conquitou os leitores foi Merv Pumpkinhead. Irônico, falastrão e com uma capacidade de se colocar em confusão. Merv ganhou o seu devido destaque.

A Opera Graphica Editora lançou aqui a HQ solo do rapaz. Não espere, como eu esperei, o mesmo clima das histórias de Sandman e seus irmãos. Merv se envolve em uma trama de espionagem com muitas referências ao agente 007 - dos títulos dos capítulos, seus personagens e cenas.

A história é divertida, o autor Bill Willingham escreve com bastante desenvoltura e o ilustrador Mark Buckingham explora toda a psicodelia possível do sonhar. A impressão da editora está meio fraca, descuido com as letras traduzidas (algumas vazam o espaço do balão) e as cores ficaram meio estranhas.

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Quinta-feira, Março 22, 2007

Leitura obrigatória...


...para os recentes pais de primeira viagem.

Baby Blues, a tirinha de Rick Kirkman e Jerry Scott, conhecida aqui no Brasil como Zoé e Zezé é com certeza uma leitura obrigatória para os pais. Possibilita encontrar o lado engraçado dos momentos mais desesperadores. Ao comprar o primeiro scrapbook da coleção ("This is going to be tougher than we thought") li os comentários dos clientes da Amazon e um deles dizia que parecia que a dupla estava observando os primeiros dias do seu filho pela janela de sua casa. Realmente é essa sensação.

O Mundo é Mágico: As Aventuras de Calvin e Haroldo de Bill Watterson nos transporta para o universo criativo e muito imaginativo de uma criança, principalmente o menino. É muito bom ler esse livro e projetar essas mesmas situações com o seu filho.

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Quinta-feira, Março 08, 2007

O Declínio do Império Americano

Mesmo os quadrinhos mais comerciais, em alguns momentos tratam de questões políticas ou sociais. Fogem um pouco do fantasioso mundo dos superpoderosos e projetam uma crítica ou uma opinião.

Capitão América, personagem pelo qual eu nunca me simpatizei pelos mesmos motivos de não gostar do Super-Homem, era a representação dos ideais Norte Americanos, o homem que lutava pela justiça e acima de tudo pela liberdade. Foi criado para ser um combatente da segunda guerra e em uma de suas capas foi ilustrado esmurrando a cara de Adolf Hitler. Com o seu uniforme com as cores da bandeira dos Estados Unidos, se envolveu em diversas tramas políticas, contra ditadores e a favor do grande ideal que defendia. E agora ele foi assassinado.

Não acredito mais em mortes em quadrinhos, a Fênix, o Super-Homem e tantos outros já provaram que quem é morto sempre aparece e todas essas mortes parecem ser apenas golpes para alavancar a venda. Mas prefiro interpretar nesse momento a morte desse personagem como uma das raras críticas da Marvel a política dos E.U.A. Na verdade uma crítica a sociedade norte americana, que tem deixado tais ideais morrerem e tem se tornado cada vez mais uma sociedade hipócrita, totalitarista e imperialista.

Já vai tarde Capitão América, você lutava apenas por propaganda e espero que demore bastante para voltar.

Ah! Bem-vindo ao Brasil, Bush.

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Terça-feira, Março 06, 2007

Keep on Truckin' ...

"Eu adoro música. No entanto, não sou um grande músico. No máximo, arranho um banjo ou um violão. Para mim a música é o maior dos prazeres, junto com o sexo. Mais do que a arte, admito. (...)" (Posfácio do Autor)

Essas linhas acima são as primeiras linhas das últimas páginas desse Blues, escrita e desenhada por Robert Crumb. Já falei do seu traço único e nervoso, seus quadros cheios de detalhes e seu forte senso crítico. Já até mencionei o fato dele ser um grande fã de música. Mas não esperava encontrar nesse álbum, um dos grandes trabalhos já feitos em quadrinhos.




Sobre esse livro você precisa saber algo muito importante, leia ouvindo Blues. Caso você não tenha nenhum Charlie Patton (recomendado por Crumb), coloque para tocar um B.B.King, Buddy Guy ou Etta James. Eu não fiz e mesmo assim li como se pudesse ouvir as músicas em minha mente.

Crumb navega pela história da música norte americana, trazendo as lendas, mitos e o espírito da década de 20 até a música atual (nesse caso em forma de protesto). Através de seus quadros ele consegue passar com perfeição o clima de boêmia, expressão, sentimento e dor do Blues.

Além disso, o álbum da Conrad (capa dura), traz algumas capas de discos e cartazes de shows ilustrados por Crumb (alguns da sua banda), simplesmente geniais.

Bom, agora vou colocar um som e reler as melhores partes.


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Sexta-feira, Março 02, 2007

Manara

Fico muito feliz da obra de Milo Manara estar sendo publicada com mais frequencia no Brasil. Terminei de ler (tardiamente) Bórgia: Sangue para o Papa. História que conta a trajetoria da família Bórgia até o poder.

A arte sem pudores de Manara é genial, ele dedica um carinho e atenção fora do comum visto nos quadrinhos norte-americados, sem praticamente um mérito quase que exclusivo de suas obras e de colegas europeus.


Enquanto ao roteiro de Alejandro Jodorowsky, acho que uma história como dessa família merecia mais páginas, muito mais páginas. Provavelmente para cumprir o limite da publicação Jodorowsky resume demais as conquistas, tramoias e crimes dos Bórgias.

Além desse trabalho, a Conrad está publicou e continua publicando outras obras do artista como Clic e El Gaucho. Quem aprecia quadrinhos, precisa ter alguns trabalhos desse desenhista na prateleira.

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Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

4 anos?

Não acredito! Se passaram quatro anos desde quando fiz o primeiro post nesse blog. Eu não curtia esse lance de blog, achava até divertido ler de alguns amigos, mas não curtia a idéia de manter esse diário atualizado.

E agora 4 anos? Estou impressionado. Foi muito divertido perceber isso e reler alguns posts antigos (foram mais de 150 até o momento). Tem coisa que eu nem me lembro por que escrevi. Mas escrevi e devia fazer muito sentido na época, ao menos pra mim.

De lá pra cá, muita coisa mudou na minha vida e no mundo. Inclusive o autor da fonte de inspiração desse Edifício faleceu. Acho que nunca vou me cansar de prestar homenagens a esse grande artista. Will Eisner (1917- 2005).

Parece que não sou apenas eu com tais homenagens. Frank Miller (Sin City) e Michael Uslan (produtor de Batman Begins), estão planejando uma adaptação para a telona do personagem mais conhecido de Eisner, The Spirit. Espero que ocorra com o mesmo cuidado que Miller tem com as adaptações de suas obras.

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Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007

300

300 de Esparta é outra história escrita por Frank Miller (autor de Sin City) que está sendo adaptada para o cinema nos mesmos moldes.

Conta uma "versão" da história do Rei Leonidas e sua guarda - os 300 espartanos - lutando contra a invasão Persa do Rei Xerxes (no cinema interpretado por Rodrigo Santoro).

Por causa do lançamento do filme, uma história que se tornou extremamente rara no Brasil (as edições não eram encontradas nem mesmo em sebos) tem uma nova edição por aqui. A Devir lançou no início desse ano a edição de luxo. Eu tenho essa edição gringa e posso dizer que realmente é muito boa. Capa dura, papel especial, formato horizontal (como se fosse widescreen), depois de ler essa edição determinados quadros ficaram completamente diferentes para mim. Quem não tem, é uma ótima oportunidade (e se bobear única).

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Quarta-feira, Fevereiro 21, 2007

Minha Vida

Minha não! Dele! Robert Crumb. Estou lendo muitos quadrinhos e assuntos relacionados. Isso é um tanto quanto óbvio, já que tenho escrito bastante sobre esse tema. Mas, embora eu conhecesse muito de nome e fama esse artista, nunca havia lido realmente um material completo dele. Já folheie, mas nunca li. Até agora.

Ler os quadros do Crumb, com os seus traços nervoso, cheios de balões, indicações, referências, textos e detalhes é um delícia. Depois de concluir esse livro (Minha Vida), entendo o motivo dele ter sido tão representativo na contracultura americana, principalmente nessa mídia.

Esse trabalho autobiográfico demonstra que Crumb é irônico, pervertido e cruel não somente em criticar o governo e a cultura de massa, mas também quando fala de si.

Sobre o artista. Como dito, foi um dos principais elementos da contracultura americana na década de sessenta em diante, atuante no movimento alternativo dos quadrinhos na época. Enquanto todos buscavam fábulas ou personagens fantasiados que representavam os ideais democráticos capitalistas. Além dos quadrinhos, Crumb também cultiva duas outras paixões: música, autor de obras como Blues (acabei de pedir e estou ansioso para começar a ler) e capas de discos, como a bastante famosa por aqui Cheap Thrills. E mulheres de grandes formas, basta observar seus trabalhos.

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Terça-feira, Fevereiro 13, 2007

Sobre quadrinhos.

Depois de tentar ler quatro livros em paralelo percebi que não consigo. Não tenho essa habilidade. Acabei deixando Minha Vida, de Robert Crumb para depois e finalizando a leitura do Almanaque dos Quadrinhos de Carlos Patati e Flávio Braga.

Os autores contam a história dessa mídia desde seus primórdios até os dias de hoje. Passando por todas as mudanças e modismos norte-americanos, a industrialização e profissionalização do mercado, o cuidado e qualidade europeu e o descobrimento da identidade própria dos artistas brasileiros. O livro me mostrou que embora goste de ler os meus quadrinhos, conheçer alguns autores e grandes sagas, não sou um profundo conhecer sobre o assunto.

Acredito que os autores não tenham deixado de fora nenhum nome que possa ter sido representante nesse cenário. O único ponto fraco pra mim foi o diagramador / editor, ter deixado as legendas das imagens para as últimas páginas e não junto de suas respectivas imagens. Para quem gosta e se interessa pelo assunto, vale muito a leitura e compra.


Em conjunto folhiei bastante a Biblioteca dos Quadrinhos, do Gonçalo Junior, um livro de referências sobre o tema. Nele você encontra edições e publicações sobre o tema organizados por "categoria". Todos com o título, autores, resumo e ficha técnica completa. Outro recurso muito útil para quem se interessa pelo assunto.

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Segunda-feira, Janeiro 08, 2007

O grande momento...

Talvez o que eu mais goste no trabalho de Neil Gaiman é como ele lida com o óbvio. Por vezes o ignora, outra tantas o explora de forma primoroza.

As histórias de Morte, assim como a personagem em si, é um exemplo de ignorar e explorar o óbvio. Reler essas históras hoje, nesse início de ano, época em que estamos vivendo um retorno da valorização da qualidade de vida (lembre-se do filtro solar, mensagens de final de ano falando sobre viver melhor, campanhas ensinando que o melhor plano de saúde é viver e o segundo...) torna o tema óbvio o mesmo quanto a protagonista insólita. Para valorizar ainda mais o autor, é importante lembrar que essas histórias não foram escritas nos últimos dois anos.

Ainda que eu prefira as histórias do irmão mais novo de Morte, não pude deixar de mergulhar nessa leitura com tanto prazer. Aproveitei cada prazer desse grande momento da vida e me diverti com a personagem nem um pouco corriqueira.

Pra quem nunca leu, ou mesmo pra quem já leu e tem em casa, vale a pena ter esse trabalho fenomenal dessas encadernações feitas pela Conrad.

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Domingo, Janeiro 07, 2007

7 dias de 2007

Todos os dias, desde que esse ano começou, eu penso em um post e acabo me enrolando e não escrevendo nada. Quando acordei hoje e pensei nesse título foi como um estalo: "Agora tem que rolar..."

2007 começou com o pé direito, já com uma grande mudança, pois o último dia útil de 2006 foi o meu último dia na agência que trabalhava, Copacabana Brasil, pedi demissão para poder trabalhar em casa de forma autônoma.

E como estou feliz com essa mudança, estou curtindo o meu trabalho, curtindo o meu tempo de estudar, o meu tempo com a Lelê e com o Theo e o meu tempo comigo mesmo.

Nesses setes dias muitas coisas aconteceram, fui bastante produtivo, assisti a filmes que há muito tempo queria rever, estou lendo livros e HQs simultaneamente, tomei uma cerveja com um amigo que estava com saudades de encontrar e um vinho com outro que tinha tanta saudades quanto e há muito tempo não jogávamos conversa fora.

Sobre os livros e hqs, estou lendo os meus presentes: Biblioteca dos Quadrinhos, Almanaque dos Quadrinhos; Morte, de Neil Gaiman - (edição encadernada da Conrad) e Minha Vida, de Robert Crumb. Depois, ao terminar de ler cada um, vou comentá-los.

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Sexta-feira, Setembro 08, 2006

Atendendo a pedido

A pedido do amigo Fasano, olha o link para visualizar os trabalhos citados no post anterior (os dois primeiros são dos paineis completo e os dois últimos são uma simulação de como ficou o aplicado na parede):

Mutts
Personagens de Quadrinhos
Aplicação no corredor
Aplicação na escada

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Segunda-feira, Setembro 04, 2006

Recompensas


São trabalhos como esse acima que me fazem lembrar porque escolhi essa profissão. Um amigo me pediu para fazer dois paineis para ele decorar sua casa, um baseado em Mutts (uma tirinha de um gato e um cão muito engraçada) e outro em personagens de história em quadrinhos (esse acima).

Mesmo tendo virado duas noites seguidas, esse trabalho foi bastante divertido, me fez contar com a ajuda de outros dois grandes amigos, passar uma tarde como adolescente - sentado no chão com um dos meus melhores amigos cercados por pilhas e mais pilhas de HQs - e retomar o prazer de ler e colecionar quadrinhos. É claro que o painel também fez com que eu mude a minha forma de ler, agora fico observando as "cenas" e buscando na memória com qual outra eu poderia compor ou complementar o painel. Posso dizer que na imaginação já completei mais dois diferentes (temáticos inclusive). Quem sabe eu não faça algum aqui pra casa? Ou para o quarto do Theo como já pensei.

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Quinta-feira, Novembro 17, 2005

Desejos incontroláveis

Já que o papo foi para quadrinhos / histórias que gostaria que meus filhos tivessem acesso. Vou roubar um estilo de alta fidelidade e listar aqueles que independente da faixa etária, adoraria que o rebento lesse.

01. Sandman - todas as histórias, mas principalmente a breve história de Homem de Boa Fortuna e a saga Estação das Brumas;

02. Maus - uma maneira de rever a história do holocausto, já que eles vão conhecer essa praticamente como conhecemos a I Guerra;

03. Wacthmen - ajuda um pouco a quebrar o mito do super-herói sem deslizes de personalidade;

04. V de Vendetta - uma das minhas preferidas, me ajudou a entender que mesmo a Anarquia tem um propósito;

05. O Edifício - por que fala sobre pessoas;

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Terça-feira, Novembro 08, 2005


Colocando em prática

Nesse final de semana, durante a festa de um ótimo amigo (parabéns!), recebi uma dica muito valiosa de outro grande amigo. Na verdade, eu e a Lelê, recebemos essa dica. E por causa desse toque me lembrei de uma conversa que tive mais ou menos uns 13 anos atrás. Quando entre colecionadores de quadrinhos, discutíamos sobre coleções que gostaríamos de guardar para nossos filhos lerem.

Na época, disse que adoraria guardar Asterix. Porém, naquele tempo era muito raro e caro encontrar tais revistas. Hoje toda a coleção está sendo reeditada, a preços razoáveis e já no domingo, adquiri três delas, que se for do agrado, serão lidas pelos nossos filhos.

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Segunda-feira, Julho 11, 2005

“Begins”

Ao menos para mim, Batman nunca foi um super-herói. Sempre o vi com a roupagem de um vigilante. Um homem que se colocava acima da lei para fazer justiça. Com o tempo e depois de ler algumas revistas como “A Piada Mortal”, “Asilo Arkhan”, “Cavaleiro das Trevas”, “Messias” e claro “Ano 1”, ele deixou de ser um vigilante comum e passou a ser um psicopata sério, tão doente quanto seus vilões. Uma idéia que antes da justiça, vinha o medo. E é nessa idéia que o filme se baseia e por isso é ótimo.

Já me falaram que o filme não é tão bom quanto o Homem-Aranha. Discordo, Homem-Aranha sempre foi escrito para ser divertido. Batman nem sempre pode ser divertido. E é por isso também que mesmo com algumas adaptações da história do personagem, o filme ainda é ótimo.

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Segunda-feira, Março 10, 2003

Esqueci.

Acabei esquecendo de falar de outra dica que não é tão novidade assim, coloquei também o Kibe Loco ao lado. Blog bem engraçado.

Além disso, agradeço ao meu amigo Ock-Tock de ter me emprestado a novo série do Batman que tem sido publicada pela Panini Comics, está realmente muito boa. Será que consigo me reerguer dos traumas causados pela Image Comics e voltar a comprar quadrinhos?

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